ViraCG: 85% avaliam gestão como ruim/péssima e 94% desaprovam Adriane, a pior prefeita
Com aumento de 66% no próprio salário, Adriane vê popularidade chegar ao fundo do poço e sacramentá-la como a pior prefeita do Brasil (Foto: Divulgação)
Os novos escândalos, a buraqueira e o fracasso pela 2ª vez da licitação do hospital municipal abalaram ainda mais a imagem de Adriane Lopes (PP). De acordo com pesquisa do Instituto Ranking Brasil, 85% dos moradores da Capital avaliam a gestão municipal como ruim/péssima e só 2% a consideram ótima/boa. A administração pepista é desaprovada por 94% dos eleitores da Capital, um novo recorde.
Os números mostram o fracasso do novo lema da prefeita, Vira CG, mas Campo Grande não virou. Somente espantosos 3% dos campo-grandenses aprovam a gestão Adriane, que continua com o título de pior prefeita do Brasil e em 127 anos de história da Cidade Morena.
O calcanhar de Aquiles da missionária da Assembleia de Deus Missões continua a buraqueira nas ruas. Deflagrada em maio deste ano pelo Ministério Público Estadual, a Operação Buraco Sem Fim mostrou que parte do dinheiro destinado para a operação tapa-buracos era desviada para pagar propina. Rial Construtora, responsável por quatro das sete regiões, faturou R$ 113 milhões e era responsável pelos desvios.
Em junho passado, fracassou pela segunda vez a tentativa de a prefeita licitar a construção do hospital municipal de Campo Grande. Sem interessados, Adriane não deve tirar do papel uma das principais promessas de campanha.
Apesar de ter sido salva pelo Tribunal Regional Eleitoral da acusação de compra de votos, Adriane sofreu novo baque com a deflagração da Operação Suffragium. No dia 19 de junho deste ano, a Policia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão para apurar a compra de votos na eleição da atual prefeita da Capital.
Popularidade chega ao fundo do poço
De acordo com o Ranking Brasil, apenas 2% dos moradores da Capital avaliam a gestão de Adriane como ótima/boa. Em março deste ano, o índice era o dobro, 4%. Em dezembro do ano passado, a prefeita ainda tinha 8% de bom/ótimo.
Na contramão, 85% consideram, a administração de Adriane como ruim/péssima. Em março, esse percentual estava em 80%. Em dezembro, 70%. Em março do ano passado, 55% davam a pior nota para a primeira mulher eleita pelo voto direto na história de Campo Grande.
A situação é tão complicada para Adriane, que até o índice de regular despencou ao longo dos últimos oito meses. Em dezembro do ano passado, 19% a classificavam como regular. Esse índice caiu para 13% em março deste ano. E agora, somente 10% a colocam como regular.
No geral, 94% desaprovam a gestão da mulher do deputado estadual Lídio Lopes (Avante). Por pouco, Adriane não tem desaprovação total. Ela é aprovada por 3%. Isso significa de cada 100 moradores, 94 desaprovam, três aprovam e três estão indecisos.
Com esse índice, Adriane, que aumento de 66% no salário aprovado pela Câmara Municipal, de R$ 21,2 mil para R$ 35.462, continua com o título de pior prefeita do Brasil. A propaganda e apoio de alguns meios de comunicação e influenciadores não foram suficientes para “virar o jogo”. Nos últimos meses, a prefeita tem repetido o slogan “Vira CG” na saúde, na infraestrutura, na cultura.
Como os problemas continuam, Campo Grande não virou, mas afundou a popularidade da prefeita.

Os piores problemas
Nem a intervenção no Consórcio Guaicurus melhorou a situação do transporte coletivo. De acordo com a pesquisa, o serviço é considerado ruim ou péssimo para 87% dos moradores da Capital, enquanto 5% avaliam como ótimo/bom e 4%, como regular.
A Operação Tapa-buracos é considerada ruim/péssimo para 80%, enquanto 5% avaliam como ótimo/bom e 12%, regular. Além da prefeitura suspender o serviço na maior parte das regiões, o escândalo de corrupção, as chuvas acima da média histórica e a redução do ritmo pela prefeitura transformaram Campo Grande em “buracolândia”.
A saúde é reprovada por 60%, com índice de ruim/péssimo, enquanto 30% a avaliam como ótima/boa e 7% como regular. A situação não é de terra arrasada total, porque a educação é considerada ótima/boa para 64% e ruim/péssima para apenas 12%. Outro serviço aprovado é a coleta do lixo, realizada pela Solurb, com 95% de bom/ótimo.
No top 10 dos problemas, a melhoria na saúde/ falta de exames lidera o ranking ao ser citada por 35%, enquanto a falta de médicos/remédios é apontada por 30%. A corrupção é um problema para 25,40%, enquanto os buracos/recapeamento, 23%.
Até a Operação Gutenberg, que apontou desvio de R$ 27 milhões na compra de livros paradidáticos e fraude na fila da Central de Regulação, respingou na imagem de Adriane. Para 25,4%, a corrupção e a central de regulação é um problema da atual gestão. A prefeita e o marido foram citados pelos acusados, conforme a investigação do Gaeco.
Os outros problemas citados são trocar de prefeita/secretários (20,6%), desvio de dinheiro/roubo (15,80%), favelas/falta de moradia (13,40%), melhoria no transporte coletivo (10,20%) e impostos/taxas/IPTU (9,60%).
A oposição de Adriane ao Governo Lula (PT) é apontado como um problema para 8%. E até a falta de parceria com o governador Eduardo Riedel (PP) é citado por 7%.
O Instituto Ranking Brasil ouviu mil eleitores entre os dias 17 e 21 de julho deste ano em Campo Grande. A margem de erro é de 3,1% para mais ou menos. A pesquisa foi registrada no TSE com o número MS-05958/2026 e BR-00455/2026.

Fonte: ojacare.com.br/By Edivaldo Bitencourt