Dr. Ovando, Dagoberto e Tereza assinaram CPI, mas silenciam sobre Ciro Nogueira e Master
Dr. Ovando e Tereza, que defendiam “investigação doa a quem doer”, continuam em silêncio sobre o pagamento de propina e viagens a Ciro Nogueira por Daniel Vorcaro (Foto: Arquivo)
Os dois deputados federais, Dagoberto Nogueira e Dr. Luiz Ovando, e a senadora Tereza Cristina, do PP, assinaram o pedido para criar CPI para investigar o Banco Master. No entanto, com a deflagração da 5ª fase da Operação Compliance pela Polícia Federal, que atingiu o presidente nacional do partido, Ciro Nogueira, os parlamentares se silenciaram e evitaram criticar a corrupção do dirigente.
Conforme a investigação, Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, pagava propina de R$ 300 mil a R$ 500 mil para Ciro Nogueira. O banqueiro ainda teria patrocinado três viagens internacionais do presidente nacional do PP – Paris, Nova Iorque e os alpes suíços.
A investigação é comandada pela PF, que é subordinada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que poderia ser acusado de perseguição contra o senador do Piauí. No entanto, os 10 mandados de busca e apreensão nos locais ligados ao presidente nacional do PP foram autorizados pelo ministro André Mendonça, indicada para o Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Mendonça foi colega de ministério de Tereza Cristina (Agricultura) e Ciro Nogueira (Governo) na gestão de Bolsonaro.
De acordo com reportagem do Correio do Estado, publicada neste sábado, nenhum cacique do PP se manifestou sobre o escândalo envolvendo Ciro Nogueira e o Banco Master.
Acostumado a criticar a corrupção na gestão de Lula, o ex-comunista Dr. Ovando preferiu o silêncio diante do escândalo envolvendo Ciro Nogueira. Ele assinou o requerimento propondo a criação da CPMI para investigar o Banco Master.
Tereza Cristina chegou a defender a investigação “doa a quem doar” antes dela atingir o colega de partido. Nos bastidores existe um movimento para destituir Nogueira do comando do PP e passar a presidência para a senadora de MS.
Recém filiado ao PP, Dagoberto também assinou a CPMI do Banco Master, mas também optou pelo silêncio.
Os oito deputados federais de MS e os três senadores defendem a investigação do escândalo do Banco Master.

Fonte: ojacare.com.br/By Edivaldo Bitencourt