Como Alcolumbre aparece no relatório final da CPMI do INS

Relator da CPMI do INSS não indiciou Davi Alcolumbre no relatório final, mas apontou as ligações dele com um dos envolvidos na Farra do INSS/Foto: Matheus Veloso/Metrópoles

Um dos principais responsáveis por impedir a continuidade dos trabalhos da CPMI do INSS, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), é um dos políticos citados no relatório final da comissão apresentado nesta sexta-feira (27/3).

O relator do colegiado, Alfredo Gaspar (PL-AL), não chega a indiciar Alcolumbre. Entretanto, faz questão de destacar as relações do senador com o advogado Paulo Boudens, ex-assessor do presidente do Congresso e um dos indiciados no relatório.

Boudens foi indiciado pelo relator por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e advocacia administrativa. Ele teria recebido R$ 3 milhões da Arpar, empresa aue, segundo a PF, lavava dinheiro dos desvios de aposentados.

Gaspar aponta, por exemplo, que em 2009 Alcolumbre empregava Boudens, sua irmã, Jaqueline, e Thales Boudens, sobrinho do advogado. Entre 2018 e 2023, foi a esposa de Boudens, Rafaela, quem trabalhou com o senador amapaense.

Além disso, Gaspar afirma que, por decisão do presidente do Congresso, as visitas ao Senado do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, receberam sigilo de 100 anos, atrapalhando as investigações.

“As visitas de ‘Careca do INSS’ ao Senado ocorriam com frequência; infelizmente, houve imposição de sigilo de 100 anos a esses dados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, impossibilitando a esta CPMI esclarecer os demais padrinhos políticos do principal líder da organização criminosa, ANTONIO CARLOS CAMILO ANTUNES (o ‘CARECA DO INSS)’, diz o relator.

Alcolumbre não figura entre os indiciados do relatório final de Alfredo Gaspar. Já o senador Weverton Rocha (PDT-MA), um dos principais aliados do atual presidente do Senado, consta na lista de indiciamentos feitas pelo relator da CPMI.

Fonte: metropoles.com/Gustavo Zucchi

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