23 de agosto de 2026
Política

Após fracasso na Câmara, protesto contra Adriane marca sábado na frente da Prefeitura

Primeiro protesto contra Adriane ganha as ruas, mesmo tímido, não deixa de servir de alerta (Foto: Reprodução/TopMídiaNews)

Após o fracasso da mobilização de 11 de novembro deste ano na Câmara Municipal, a prefeita Adriane Lopes (PP), viu, de fato, o primeiro protesto contra a sua gestão em Campo Grande. Um pequeno grupo com apitos, faixas e cartazes protestou contra as graves falhas na administração da pepista.

“Fora Adriane” era a frase da principal faixa usada na manifestação realizada neste sábado no Paço Municipal. Apesar de tímido, o ato é o primeiro em que a indignação e revolta da população ganha corpo contra a prefeita.

Os manifestantes lembraram da famosa folha secreta, como ficou conhecido o escândalo de pagamento de supersalários pela prefeita. Também destacaram a pedalada na saúde, na qual houve o desvio de R$ 156 milhões no ano passado para o custeio de atividades alheias à pasta.

Em entrevista ao TopMídiaNews, Luzia, moradora do Conjunto Aero Rancho, afirmou que a saúde pública está na UTI. “Moro em Campo Grande desde 1989 e nunca vi a saúde nessa situação”, lamentou.

A mulher contou que falta remédio nos postos de saúde, no Centro de Especialidades Médicas e nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). “Não tem reagente para exame, é dois anos para conseguir uma consulta”, lamentou.

Ela contou que gasta mais de 500 reais por mês com a compra de medicamentos. O marido precisa de um remédio que custa R$ 199. “Desde a posse da Adriane (em abril de 2022), naõ tem mais medicação para o meu marido no posto de saúde”, indignou-se. Luzia frisou que ainda tem condições de compras, mas disse que a situação é muito pior para quem não tem condições.

Um dos organizadores do protesto nas redes sociais e grupos de aplicativos, o professor Washington disse que o protesto reuniu docentes, servidores municipais e moradores descontentes com a gestão de Adriane Lopes.

“Como com orçamento robusto de R$ 6,5 bilhões, não consegue oferecer os serviços básicos?”, questionou.

Para um cidadão atento, o protesto pode ser considerado um fracasso, já que não passou de uma centena, mesmo diante da reprovação de 80% da gestão da atual prefeita.

O primeiro protesto contra  presidente Dilma Rousseff (PT) reuniu 15 pessoas em Campo Grande. O último teve mais de 100 mil. Mesmo em situações diferentes, já que a maior parte dos meios de comunicação está em lua de mel com a prefeita, o protesto não deixa de ser uma alerta de que a situação é grave e precisa de uma solução urgente.

Grupo se reuniu na frente da Prefeitura de Campo Grande no ato contra prefeita (Foto: Divulgação)

Fonte: ojacare.com.br/By Edivaldo Bitencourt

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