Os EUA Acabaram de Fazer o que Maduro Mais Temia
Os EUA Acabaram de Fazer o que Maduro Mais Temia
Uma mudança discreta, de apenas três letras, transformou o destino de Nicolás Maduro na Venezuela e acendeu um alerta global. Em 24 de novembro de 2025, entrou em vigor a designação que classifica o chamado “Cartel de Los Soles” como uma Organização Terrorista Estrangeira, ou FTO (do inglês Foreign Terrorist Organization). Oficialmente, essa decisão coloca Maduro, apontado como o líder do Cartel pelo Departamento de Estado americano, no mesmo patamar de figuras como Osama Bin Laden e Al-Baghdadi.
Essa não é uma mera formalidade diplomática; é uma manobra que reescreve as regras do jogo.
O Fim da Imunidade Presidencial
Até então, mesmo com todas as tensões, Maduro era tratado como um chefe de Estado. Isso significava que existiam protocolos diplomáticos e leis internacionais que limitavam o que os Estados Unidos podiam fazer.
A nova designação, no entanto, elimina esses limites:
- Criminalização de Suporte: Qualquer indivíduo ou empresa que preste “suporte material” a Maduro, o que inclui transferir dinheiro, fazer negócios ou fornecer equipamentos, comete um crime federal nos EUA.
- Congelamento de Ativos: Todos os ativos de Maduro em território americano ou em bancos que operam com o sistema financeiro dos EUA são congelados imediatamente.
- Ameaça de Força Militar: O mais grave é que a designação FTO confere ao Presidente dos EUA a autoridade de usar força militar contra a organização terrorista sem a necessidade de pedir permissão ao Congresso.
O presidente Donald Trump já deixou claro o que isso significa: como Maduro é o líder do Cartel, qualquer infraestrutura do governo venezuelano, de bases militares a refinarias de petróleo e até a residência presidencial, pode ser considerada um “ativo do cartel” e, portanto, um alvo legítimo.
O Discurso de Paz e o Cerco Militar
A reação de Maduro à escalada americana tem sido notável. Enquanto em novembro de 2025 o Secretário de Estado, Marco Rubio, anunciava a designação FTO, cerca de 15 mil soldados americanos cercavam a Venezuela. O porta-aviões nuclear USS Gerald R. Ford, o maior e mais letal do mundo, foi posicionado a 500 quilômetros da costa, na maior mobilização militar americana na região desde 1989.
Diante do cerco iminente, o discurso de Maduro mudou drasticamente.
O homem que por meses chamou Trump de imperialista e prometeu “luta armada” subitamente começou a pedir paz. Em uma atitude considerada bizarra, ele chegou a cantar a música pacifista “Imagine” de John Lennon durante um comício, e três dias após o anúncio de Rubio, apareceu na televisão estatal falando em inglês, olhando diretamente para a câmera, dizendo: “Yes, peace. Yes, peace.”
O medo de um ataque externo e, principalmente, de um golpe interno também está evidente. No início de novembro, Maduro reformulou o aplicativo governamental VenApp para transformá-lo em um sistema de vigilância em massa, pedindo à população que denuncie “atividades suspeitas” e “tudo que ouvem, tudo que leem,” criando um clima de intensa paranoia no país.
Aliados Abandonam o Barco
O sinal mais revelador da gravidade da situação veio de seu aliado mais próximo na região: a Colômbia. Em 19 de novembro, o governo colombiano, liderado pelo presidente de esquerda Gustavo Petro, começou a negociar um acordo para tirar Maduro do poder.
A proposta é simples: Maduro renuncia, um governo de transição assume e novas eleições são convocadas. Em troca, ele ganha anistia. A Colômbia prefere essa solução diplomática, pois teme que a alternativa — uma invasão militar dos EUA — cause uma crise humanitária sem precedentes, com milhões de refugiados cruzando a fronteira.
Ataque Simples, Mas Não Invasão Total
Apesar da mobilização militar, os analistas concordam que os EUA não possuem tropas suficientes (apenas 15 mil na região) para uma invasão em larga escala da Venezuela, um país com 125 mil soldados no exército regular e uma milícia estimada em milhões.
Contudo, a designação FTO permite ataques cirúrgicos e o mais importante: eliminar o líder do Cartel. Maduro se tornou um alvo legítimo para uma operação de Forças Especiais, podendo ser capturado ou morto sem necessidade de permissão do Congresso. Os EUA já oferecem uma recompensa de US$ 50 milhões pela sua captura.
O cenário, no entanto, não é simples. A Venezuela possui um sofisticado sistema de defesa aérea com mísseis russos S-300VM, e tanto a Rússia quanto a China estão ativamente envolvidas. A Rússia apoia o regime com técnicos, novos mísseis e, supostamente, contratados militares, enquanto a China fornece suporte econômico para proteger seus bilhões em empréstimos.
Com a reeleição de Trump e a mudança no Pentágono — que voltou a se chamar “Departamento de Guerra” com uma doutrina mais ofensiva — todas as barreiras legais para uma intervenção foram removidas.
A grande questão agora não é se os Estados Unidos vão agir, mas quando e como. O cerco está fechado, e as peças estão posicionadas no tabuleiro.
Fonte: msn.com/História de Realidade Militar