Juiz mantém julgamento de João Baird e ‘laranjas’ por milhões escondidos no Paraguai

Empresário é réu por remessa ilegal de mais de R$ 4 milhões para o Paraguai. (Foto: Arquivo)

O juiz Felipe Alves Tavares, em substituição na 3ª Vara Federal de Campo Grande, rejeitou recurso dos empresários João Roberto Baird, o Bill Gates Pantaneiro; Antônio Celso Cortez, o Toninho Cortez; e Romilton Rodrigues de Oliveira, e manteve o julgamento do trio marcado para 17 de março de 2026.

Os três são acusados de evasão de divisas para o Paraguai. A ação penal é resultado das 5ª e 6ª fases da Operação Lama Asfáltica. De acordo com o Ministério Público Federal, Baird teria mantido, com o apoio de Romilton, depósito não declarado de R$ 4,116 milhões no país vizinho, além de participação societária na Ganadera Carandá S.A. avaliada em R$ 721 mil.

Ainda segundo a denúncia, entre 3 de junho e 29 de setembro de 2017, Baird teria contado com a ajuda de Cortez para enviar R$ 1,746 milhão ao Paraguai.

As provas foram coletadas em documentação apreendida durante a Operação Papiros de Lama, 5ª fase da Operação Lama Asfáltica, especialmente em documentos apreendidos na sede da empresa PSG Tecnologia.

A ação já havia sido recebida e foi anulada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região quando o juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira, titular que foi declarado suspeito, estava com o processo concluso para sentença.

Em maio de 2023, a então juíza substituta Júlia Cavalcante Silva Barbosa, da 3ª Vara Federal de Campo Grande, aceitou novamente a denúncia.

O juiz Felipe Alves Tavares assumiu o posto da colega e marcou a audiência de instrução e julgamento, após decidir que não há elementos para absolvição sumária dos réus, em decisão de 9 de setembro deste ano.

As defesas dos réus entraram com embargos de declaração com a alegação de que houve omissões na decisão do magistrado.

“Contudo, o recurso de apelação interposto não deve ser conhecido, pois incabível. A decisão que não absolve sumariamente o réu e determina o prosseguimento do feito é irrecorrível”, fundamentou o magistrado.

As testemunhas de acusação e defesa serão ouvidas no dia 17 de março de 2026, às 13h30 (horário de MS), por videoconferência. Também haverá o interrogatório dos três réus. Caso, claro, não haja alguma nova reviravolta, já que eles devem recorrer ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

Fonte: ojacare.com.br/By Richelieu de Carlo

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