INSS: ex-ministro de Bolsonaro é alvo da PF e usará tornozeleira

A operação alcança ainda o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, preso nesta manhã, e o deputado federal Euclydes Pettersen/Foto: FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiaFoto

A nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (13/11), tem como um dos alvos o ex-ministro da Previdência José Carlos Oliveira, também conhecido como Ahmed Mohamad. O esquema foi revelado pelo Metrópoles.

Ele comandou a pasta durante o governo Jair Bolsonaro e agora é alvo de mandado judicial que determina a instalação de tornozeleira eletrônica.

Segundo fontes da PF, Oliveira deverá ser monitorado após autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão faz parte de um conjunto de medidas cautelares que também incluem buscas e apreensões em endereços ligados ao ex-ministro.

A operação alcança ainda o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, preso nesta manhã, e o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), alvo de buscas.

Cúpula da Previdência

A nova etapa da investigação atinge diretamente nomes que ocuparam a cúpula do INSS e da Previdência.

Stefanutto foi afastado e, posteriormente, demitido da presidência do Instituto em abril, logo após a revelação do esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões.

As fraudes permitiam o lançamento de cobranças associativas não autorizadas diretamente nos benefícios de aposentados, reduzindo o valor depositado mensalmente. A prática atingiu milhões de segurados.

Números da fraude

De acordo com dados do próprio INSS:

6 milhões de beneficiários afirmaram não reconhecer os descontos;

4,8 milhões confirmaram irregularidades e estão aptos à devolução;

Os reembolsos começaram a ser pagos em parcela única.

O governo federal prorrogou até 14 de fevereiro de 2026 o prazo para contestar descontos indevidos.

Ação nacional em 17 estados

A PF e a Controladoria-Geral da União cumprem 63 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares em 17 estados e no Distrito Federal.

Entre os crimes investigados estão inserção de dados falsos em sistemas públicos, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Fonte: metropoles.com/Mirelle Pinheiro

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