Em nova crise de Adriane, assistentes de educação infantil marcam greve para segunda-feira

Categoria lotou plenário da Câmara (Foto: Izaias Medeiros/ Câmara Vereadores)

O primeiro dia de aula de 2026 da Reme (Rede Municipal de Ensino) de Campo Grande pode ser marcado por greve das assistentes de educação infantil. A categoria protesta por melhorias nas condições de trabalho e promete parar na segunda-feira (09), se decisões favoráveis não forem tomadas ate lá. Nesta semana, a prefeita Adriane Lopes (PP) exonerou a representante da categoria, horas após protesto na Câmara de Vereadores.

Nesta sexta-feira (06), a categoria se reuniu em Audiência Pública e conseguiu unir vereadores de direita e esquerda em apoio às 2,5 mil assistentes de educação infantil que lidam diariamente com 34 mil crianças nas Emeis de Campo Grande. Elas pedem vale alimentação de R$ 300, direito ao plano de saúde municipal, direito a poder acompanhar os próprios filhos em consultas médicas e direito a poder almoçar dentro das Emeis. Elas também pedem reajuste salarial dos atuais R$ 1,9 mil para R$ 2,5 mil.

A Audiência Pública foi proposta pelo vereador Landmark Rios (PT), após protesto realizado pela categoria na sessão de terça-feira (3). A prefeitura foi convidada formalmente, mas não compareceu e nem mandou representante para audiência que ocorreu com auditório lotado pelas assistentes de educação infantil.

Essa não é a primeira vez que Adriane Lopes enfrenta protestos da categoria. No início do ano letivo de 2024, as assistentes de educação infantil paralisaram as atividades também pedindo por melhorias. Na época o salário delas era de R$ 1,5 mil e havia um alto déficit de profissionais nas salas de aula. As ações levaram a abertura de processo seletivo para contratação das assistentes com salário de R$ 1,9 mil.

Protestos das assistentes de educação infantil

A prefeitura despertou atenção da categoria após publicar uma resolução dia 19 de janeiro, onde muda a nomenclatura da categoria abrindo brecha para reduzir o salario na próxima contratação. Mas a ira das assistentes escalou com a demissão de Natali Pereira de Oliveira, presidente do Sindicato das Servidoras da Educação Infantil de Campo Grande.

A retaliação do município aconteceu horas após o protesto da categoria na Câmara no dia 3 de fevereiro. Os vereadores Luiza Ribeiro (PT) e Maicon Nogueira (PP) informaram que protocolaram pedidos no Ministério Público do Trabalho denunciando a situação e pedindo reversão da demissão caracterizada por perseguição.

Em sua participação, o superintendente do Trabalho, Alexandre Cantero disse que o TRT e o MPT estão abertos para a discussão e classificou como “estarrecedor” ter que discutir melhorias para quem cuida das crianças de Campo Grande. E completou dizendo que “direito de greve é assegurado na constituição”.

Representante da categoria, Natali Pereira trabalhou por 8 anos no cargo e afirma que há anos que luta por dignidade, valorização e respeito. “A gente pede o mínimo, dignidade” Secretaria é omissa em relação a isso, as denuncias chegam, mas a assistente é sempre taxada como errada”.

Fonte: ojacare.com.br/By Priscilla Peres

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *