Documentos do Caso Epstein citam João de Deus e rede de tráfico de bebês

EUA/BRASIL – A recente liberação de 3,5 milhões de arquivos confidenciais relacionados ao caso do financista Jeffrey Epstein trouxe à tona uma conexão inesperada com o médium brasileiro João de Deus. Um e-mail interceptado pelas autoridades liga os métodos de abuso e exploração sexual de ambos os criminosos, mencionando inclusive a existência de um mercado negro de recém-nascidos.


O E-mail e a Conexão Brasileira

A mensagem, trocada entre dois remetentes não identificados em 2020 — um ano após a morte de Epstein em uma prisão de Nova York —, tem como assunto o suicídio da ativista Sabrina Bitencourt. Sabrina foi a principal responsável por organizar as denúncias que levaram à prisão de João de Deus, condenado a quase 500 anos por crimes sexuais.

No e-mail, os interlocutores discutem as denúncias feitas por Sabrina antes de sua morte em Barcelona. Segundo ela, João de Deus mantinha mulheres em regime de escravidão sexual próximas a garimpos ilegais. Elas seriam forçadas a engravidar em troca de sustento, e os bebês seriam vendidos para o exterior por valores entre 20 mil e 50 mil dólares.


Semelhanças no Novo México: O “Rancho Zorro”

O ponto central do arquivo liberado é a comparação entre o esquema brasileiro e as atividades de Epstein nos Estados Unidos. O e-mail afirma que Jeffrey Epstein teria tentado implementar um sistema semelhante em sua propriedade no Novo México, conhecida como Rancho Zorro.

  • A acusação: Uma fonte citada no documento afirma em registro que Epstein lhe ofereceu dinheiro para dar à luz bebês destinados ao mercado negro.
  • Modus operandi: A investigação sugere que as propriedades isoladas de ambos os agressores serviam como centros de exploração onde a vigilância estatal era mínima.

Contexto dos Criminosos

  • João de Deus: Liderou a Casa Dom Inácio de Loyola em Abadiânia (GO) por décadas, usando sua influência religiosa para abusar de centenas de mulheres.
  • Jeffrey Epstein: Financista acusado de gerenciar uma rede internacional de tráfico sexual que envolvia figuras da elite política e cultural global.

A revelação deste e-mail reforça a hipótese de que as investigações sobre Epstein ainda possuem ramificações internacionais não totalmente esclarecidas, conectando redes de abuso em diferentes continentes.

Com informações de Brasil Paralelo

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