Campo-grandenses culpam Adriane pela 2º greve mais longa da história e 85% reprovam ônibus
Esmagadora maioria acredita que nem com intervenção a gestão Adriane Lopes vai resolver problemas do transporte público. (Foto: Reprodução/Divulgação)
A última pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência coincidiu com a 2ª greve mais longa da história do transporte coletivo em Campo Grande. Entre os entrevistados, 56% disseram que a culpa da paralisação é da gestão da prefeita Adriane Lopes (PP), sendo que 26% consideram que a chefe do Paço Municipal é a responsável direta pelos ônibus terem ficado quatro dias sem ir às ruas.
Somente 22% dos campo-grandenses acreditam que a culpa é do Consórcio Guaicurus e 7,4% apontam os vereadores como responsáveis. Há ainda os que culpam a Justiça (2,4%), o sindicato e os motoristas (1,2%), e 1% indicou outra razão, sendo que 10% não sabe ou preferiu não responder.
A paralisação só chegou ao fim porque a prefeitura foi socorrida pelo governador Eduardo Riedel (PP). O chefe do Parque dos Poderes antecipou o repasse de R$ 3,367 milhões, de janeiro para a última semana, para as empresas de ônibus quitarem os salários atrasados de 1,1 trabalhadores.
O descrédito dos moradores da Capital também é grande, já que 85% acreditam que nem a intervenção determinada pela Justiça vai fazer a prefeita Adriane Lopes conseguir resolver os problemas do transporte coletivo. Apenas 5% têm esperança que a medida vai trazer solução, e 10% não sabem ou não opinaram.
Também 85% avaliam que o transporte é ruim ou péssimo, 6% dizem ser regular e 5%, bom ou ótimo. Os 4% restantes não sabem ou não responderam.

Diante deste cenário, 22% defendem tirar o Consórcio Guaicurus – formado pelas empresas Cidade Morena, Campo Grande, Jaguar e São Francisco – e fazer uma nova licitação para melhorar o serviço do transporte público. Outros 17% dizem que só com a permissão de vans e novas empresas vai trazer resultados positivos; 13% apoiam a intervenção e 10% querem que sejam cumpridas as promessas de campanha.
Entre os entrevistados, 7% acreditam que para melhorar a situação é necessário trocar a frota de ônibus e criar mais pontos na cidade; 5% citaram a reforma dos terminais; e 3,8% avaliam que se os políticos utilizassem o transporte público o serviço seria melhor.
Ainda sobre melhorar o transporte coletivo, 3,4% responderam ser necessário mais fiscalização e punição; 3,2%, colocar ar-condicionado nos ônibus; 3%, respeitar os usuários e ouvir a população.

Sobre a percepção de quem fiscaliza os ônibus, 45% disseram que é a Prefeitura de Campo Grande; 18%, que é a Agetran; 12%, Câmara de Vereadores; 5,6%, o Ministério Público; 3%, a Agereg; 2,4%, a Ouvidoria do município; 1,6%, o Tribunal de Contas do Estado; 1,2% o sindicato.
O Instituto Ranking ouviu 1 mil eleitores entre os dias 15 e 20 deste mês de dezembro. A margem de erro é de 3% para mais ou menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pela Rede Top FM.
Deste total, 85% afirmam que acompanharam a greve dos ônibus, outros 10% respondeu que não deu atenção, e 5% não sabe ou não respondeu.

Juiz manda Adriane intervir
A Capital enfrenta uma das mais graves crises da sua história política, com a população sofrendo com o colapso na saúde, buraqueira nas ruas, greve no transporte coletivo, aumento de impostos e servidores sem reajuste, entre outros problemas da gestão de Adriane Lopes.
Para piorar a sensação de uma cidade sem gestão, são os pedidos de intervenção em problemas que parecem não parar de se acumular. O juiz Eduardo Lacerda Trevisan determinou, na última semana, que a prefeita Adriane Lopes intervenha no contrato de concessão com o Consórcio Guaicurus.
O titular da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, estabeleceu prazo de 30 dias para que Adriane, a Agereg (Agência Municipal de Regulação) e a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) adotem providências para instaurar o procedimento administrativo de intervenção no Contrato de Concessão n. 330/2012. A prefeitura também deve nomear um interventor e enviar ao magistrado um plano de ação com cronograma para regularizar a situação do transporte.
De acordo com o magistrado, há “indícios suficientes de má-execução do contrato administrativo, o que vem em prejuízo de toda a coletividade”.

Fonte: ojacare.com.br/By Richelieu de Carlo