Após fracasso na Câmara, protesto contra Adriane marca sábado na frente da Prefeitura

Primeiro protesto contra Adriane ganha as ruas, mesmo tímido, não deixa de servir de alerta (Foto: Reprodução/TopMídiaNews)

Após o fracasso da mobilização de 11 de novembro deste ano na Câmara Municipal, a prefeita Adriane Lopes (PP), viu, de fato, o primeiro protesto contra a sua gestão em Campo Grande. Um pequeno grupo com apitos, faixas e cartazes protestou contra as graves falhas na administração da pepista.

“Fora Adriane” era a frase da principal faixa usada na manifestação realizada neste sábado no Paço Municipal. Apesar de tímido, o ato é o primeiro em que a indignação e revolta da população ganha corpo contra a prefeita.

Os manifestantes lembraram da famosa folha secreta, como ficou conhecido o escândalo de pagamento de supersalários pela prefeita. Também destacaram a pedalada na saúde, na qual houve o desvio de R$ 156 milhões no ano passado para o custeio de atividades alheias à pasta.

Em entrevista ao TopMídiaNews, Luzia, moradora do Conjunto Aero Rancho, afirmou que a saúde pública está na UTI. “Moro em Campo Grande desde 1989 e nunca vi a saúde nessa situação”, lamentou.

A mulher contou que falta remédio nos postos de saúde, no Centro de Especialidades Médicas e nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). “Não tem reagente para exame, é dois anos para conseguir uma consulta”, lamentou.

Ela contou que gasta mais de 500 reais por mês com a compra de medicamentos. O marido precisa de um remédio que custa R$ 199. “Desde a posse da Adriane (em abril de 2022), naõ tem mais medicação para o meu marido no posto de saúde”, indignou-se. Luzia frisou que ainda tem condições de compras, mas disse que a situação é muito pior para quem não tem condições.

Um dos organizadores do protesto nas redes sociais e grupos de aplicativos, o professor Washington disse que o protesto reuniu docentes, servidores municipais e moradores descontentes com a gestão de Adriane Lopes.

“Como com orçamento robusto de R$ 6,5 bilhões, não consegue oferecer os serviços básicos?”, questionou.

Para um cidadão atento, o protesto pode ser considerado um fracasso, já que não passou de uma centena, mesmo diante da reprovação de 80% da gestão da atual prefeita.

O primeiro protesto contra  presidente Dilma Rousseff (PT) reuniu 15 pessoas em Campo Grande. O último teve mais de 100 mil. Mesmo em situações diferentes, já que a maior parte dos meios de comunicação está em lua de mel com a prefeita, o protesto não deixa de ser uma alerta de que a situação é grave e precisa de uma solução urgente.

Grupo se reuniu na frente da Prefeitura de Campo Grande no ato contra prefeita (Foto: Divulgação)

Fonte: ojacare.com.br/By Edivaldo Bitencourt

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