Adriane e quatro ex-prefeitos podem entrar na mira da PF por investir R$ 15,7 mi Master
Dos cinco prefeitos que investiram no Master, Adriane é a única prefeita no cargo; Camilla Nascimento, atual vice-prefeita, era presidente do IMPCG na época da aplicação de risco (Foto: Arquivo)
A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), e mais quatro ex-prefeitos do interior de Mato Grosso do Sul podem entrar na mira da Polícia Federal pelo investimento de R$ 15,7 milhões no Banco Master. Apesar dos alertas de risco, as prefeituras decidiram aplicar o dinheiro destinado para pagar aposentadorias dos servidores municipais e perderam o dinheiro com a liquidação da instituição financeira pelo Banco Central.
Com a quebra do sigilo do inquérito, que tramita no Supremo Tribunal Federal, a lista dos nomes dos responsáveis pela aplicação de risco viralizou e começou a ser compartilhada nas redes sociais e nos grupos de aplicativos.
A única prefeita no cargo ainda é Adriane Lopes, que aplicou R$ 1,2 milhão do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande. Antes da liquidação do banco, o montante estava em R$ 1,4 milhão. Como a aplicação era em letras financeiras, a prefeitura não vai conseguir recuperar nem os R$ 250 mil pagos pelo Fundo Garantidor de Crédito.
A maior perda será de Fátima do Sul, que aplicou R$ 7 milhões. A responsável foi a ex-prefeita da cidade, Ilda Machado (PSD), esposa do deputado estadual Londres Machado (PP).
O segundo maior rombo foi deixado na previdência de São Gabriel do Oeste. O ex-prefeito Jeferson Tomazoni (PSDB) aplicou R$ 3 milhões. O então prefeito de Jateí, Eraldo Jorge Leite (PSDB), aplicou R$ 2,5 milhões. Já o ex-prefeito de Angélia, Roberto Cavalcanti (União Brasil), jogou no banco R$ 2 milhões.
O Tribunal de Contas do Estado abriu procedimento para investigar a aplicação do dinheiro dos aposentados e pensionistas no banco de Daniel Vorcaro. A PF suspeita de esquema envolvendo políticos do Centrão. Todos os prefeitos de MS envolvidos no esquema são do PSDB, PP e PSD.
A PF prendeu o ex-diretor-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso pela PF. Outras duas pessoas envolvidas na aplicação de R$ 970 milhões da previdência carioca estão foragidas.
O Banco Master se transformou em um dos maiores escândalos de corrupção do País e também entrou na mira do Congresso Nacional. Deputados e senadores querem criar CPI para investigar o escândalo.
Fonte: ojacare.com.br/By Edivaldo Bitencourt