Reduto dos endinheirados, Damha “se deu bem” no novo perfil e deve ter redução na taxa de lixo

Condomínio de luxo foi rebaixado de alto médio para alto inferior em novo perfil imobiliário. (Foto: Arquivo)

Um dos redutos dos endinheirados de Campo Grande, o condomínio de luxo Damha seu deu bem no novo Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI), um dos componentes da taxa de lixo que fez o valor do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) aumentar em vários bairros da cidade.

Os quatro loteamentos do Parque Residencial Damha foram reclassificados de Alto Médio (AM) para Alto Inferior (AI), o que na prática resulta em redução na taxa.

A situação é inusitada, pois o novo Perfil Socioeconômico Imobiliário, atualizado em 2025, prometeu se guiar pela justiça tributária.

“O presente relatório técnico tem por finalidade subsidiar o cálculo da Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos Domiciliares do Município de Campo Grande/MS para o exercício de 2026. A elaboração deste estudo parte da necessidade de consolidar uma base metodológica juridicamente válida e tecnicamente auditável, capaz de assegurar transparência, neutralidade fiscal e justiça tributária”.

Conforme o documento, a informação Socioeconômico Imobiliário classifica o imóvel com base em sua localização e nas características socioeconômicas da região onde está situado.

A classificação é de: baixo (inferior, médio e superior), normal (inferior, médio e superior) e alto (inferior, médio e superior). O último estudo era de 2017, quando foi criada a lei para a cobrança da taxa do lixo.

Maria Aparecida Pedrossian, bairro popular, fica ao lado do condomínio de luxo Damha. (Foto: Arquivo)

“Desde o último levantamento em 2017, a capital sul-mato-grossense passou por um ciclo de crescimento econômico, expansão imobiliária acelerada, obras de infraestrutura e mudanças demográficas. Estes fatores não são homogêneos, criando “ilhas” de valorização (Anexo IV) e, em alguns casos, de estagnação ou declínio, que tornam a classificação de 2017 obsoleta”.

O estudo propõe que a redefinição do PSEI seja realizada na escala dos parcelamentos, em substituição à tradicional unidade de bairro. As variáveis selecionadas são: renda média domiciliar, volume geração de resíduos sólidos, valor de mercado, densidade demográfica e uso do imóvel (residencial, comercial, de serviços ou condominial).

O levantamento mostra que há vizinhos separados por apenas uma rua, mas também por um abismo financeiro. “À direita, observa-se o Parcelamento Damha, marcado por elevado padrão construtivo e infraestrutura diferenciada; à esquerda, o entorno do Bairro Maria Aparecida Pedrossian, cuja configuração urbanística e perfil socioeconômico apresentam características mais modestas. O contraste entre ambos evidencia a heterogeneidade do espaço urbano, com diferenças nítidas no nível de renda, na qualidade das edificações e no acesso a serviços e equipamentos urbanos”.

O Maria Aparecida Pedrossian permaneceu com a classificação Baixo Superior (BS).

Fonte: ojacare.com.br/By Especial para O Jacaré

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