Países da União Europeia aprovam acordo com Mercosul

O acordo prevê a redução de tarifas e barreiras comerciais em uma das maiores áreas de comércio do mundo/Foto: mtcurado/Getty Images

Os países da União Europeia aprovaram, provisoriamente, o acordo comercial com o Mercosul nesta sexta-feira (9/1). Em contrapartida, o acordo entre a UE e quatro países latino-americanos foi alvo de protestos de agricultores franceses e provoca rejeição unânime por parte da França.

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou, nessa quinta-feira (8/1), que decidiu votar contra o acordo entre a União Europeia e os países do Mercosul.

Os agricultores franceses continuam sendo o principal foco de resistência. Eles argumentam que o tratado abriria espaço para concorrência desleal com produtos sul-americanos, produzidos sob regras ambientais e sanitárias diferentes das exigidas na União Europeia.

Acordo

O acordo é considerado estratégico por ampliar a integração comercial entre duas grandes regiões econômicas e tem sido descrito como uma prioridade para reforçar o comércio global, a competitividade econômica e a estabilidade geoeconômica.

Ele prevê a redução de tarifas e barreiras comerciais em uma das maiores áreas de comércio do mundo, o que pode impulsionar exportações e investimentos entre os dois blocos. Para países do Mercosul, isso representa acesso ampliado ao mercado europeu. Já para a UE, uma diversificação das relações comerciais.

Apesar da expectativa de assinatura, o processo ainda enfrenta etapas importantes de implementação e salvaguardas que precisam ser finalizadas antes da oficialização.

Entre as medidas em pauta está um acordo conjunto entre o Conselho e o Parlamento Europeu para proteger setores agrícolas sensíveis, com regras que permitem suspender preferências tarifárias caso haja impactos negativos às produções locais.

Um dos principais desafios à conclusão do acordo vem de setores agrícolas europeus, especialmente na França, onde produtores defendem medidas para evitar que importações mais competitivas afetem seus mercados.

Fonte: metropoles.com/Giovanna Pécora

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