Ministro do STJ soltou empresário alvo de três operações 11 dias antes de negar habeas corpus

Ribeiro Dantas, do STJ, revogou prisão de acusado de chefiar esquema e, de ofício, liberou os demais, inclusive empresário preso pela 4ª vez (Foto: Arquivo/STJ)

O ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, determinou a revogação da prisão preventiva do empresário Genilton da Silva Moreira no dia 18 de dezembro do ano passado, quando estendeu o benefício concedido ao ex-secretário municipal de Fazenda, Edilberto Cruz Gonçalves, o Beto da Pax. A liberdade foi concedida 11 dias antes dele negar habeas corpus e mostra a confusão do Poder Judiciário brasileiro.

Conforme despacho publicado no dia 30 do mês passado, Dantas negou habeas corpus e manteve a prisão preventiva de Genilton. Na ocasião, ele argumentou que não via nenhuma ilegalidade para justificar o deferimento da tutela de urgência.

““Em cognição sumária, não se verifica a ocorrência de manifesta ilegalidade ou urgência a justificar o deferimento do pleito liminar”, ponderou o ministro Ribeiro Dantas, do STJ, em despacho publicado na terça-feira (30). O habeas corpus foi protocolado no dia anterior pelo advogado Pedro Paulo Sperb Wanderley, conforme o Diário Oficial do STJ.

No entanto, Wanderley alertou que o empresário já foi liberado da prisão mediante monitoramento eletrônico e não passou o Natal nem o Ano Novo atrás das grades.

Ele foi beneficiado do despacho publicado por Ribeiro Dantas 11 dias antes, no dia 18 de dezembro de 2025, no qual concedeu a liberdade par Gonçalves. Assim como fez na Operação Spotless, ele liberou o acusado de chefiar a organização criminosa e todos os demais presos. Só que desta vez, os contemplados foram os alvos da Operação Águas Turvas, que apura o desvio de R$ 4,3 milhões na Prefeitura de Bonito.

Genilton Moreira foi alvo de três operações de combate à corrupção – Velatus, Spotless e Águas Turvas – e foi preso em quatro ocasiões. Dantas concedeu o habeas corpus apesar de considerar as denúncias graves. O montante desviado supera R$ 15  milhões.

Fonte: ojacare.com.br/By Edivaldo Bitencourt

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