Explosões são ouvidas em Caracas, capital da Venezuela
Explosões avistadas em Caracas, capital da Venezuela • Reuters
Nicolás Maduro declarou estado de emergência nacional e convocou as Forças Armadas
Uma equipe da CNN testemunhou diversas explosões em Caracas e relatou que algumas áreas da cidade ficaram sem energia elétrica neste sábado (3).
Segundo testemunhas da Reuters, helicópteros e colunas de fumaça foram ouvidos e vistos na cidade.

Helicópteros sobrevoam local da explosão em Caracas, na Venezuela • Reuters
A primeira explosão foi registrada por volta de 1h50 da manhã, horário local (2h50, em Brasília).
O governo da Venezuela condenou o que classificou como uma “grave agressão militar” dos EUA contra diversas partes do país.
Em comunicado, o governo acusou os EUA de realizar um ataque contra Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
O presidente Nicolás Maduro decretou estado de emergência e ordenou a implementação de todos os planos de defesa nacional “no momento e nas circunstâncias apropriadas”, segundo o comunicado do governo.
O comunicado também convocou as forças sociais e políticas da Venezuela a se mobilizarem para defender o país.
“O povo da Venezuela e suas Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, em perfeita unidade popular-militar-policial, estão mobilizados para garantir a soberania e a paz”, diz o comunicado.
O comunicado afirma ainda que a Venezuela apresentará queixas ao Conselho de Segurança da ONU, ao Secretário-Geral da ONU e a outros órgãos internacionais, exigindo a condenação dos EUA.
“Uma delas foi tão forte que minha janela tremeu depois”, disse a correspondente da CNN Español, Osmary Hernandez.

Explosões e colunas de fumaça avistadas em Caracas, capital da Venezuela • Reuters
Diversas áreas da cidade ficaram sem energia e jornalistas da CNN na capital venezuelana puderam ouvir o som de aeronaves após as explosões.
A CNN entrou em contato com a Casa Branca para obter um posicionamento.
“O Governo colombiano rejeita qualquer ação militar unilateral que possa agravar a situação ou colocar a população civil em risco”, escreveu o presidente Gustavo Petro no X.
Ele acrescentou que seu país está acompanhando a situação na vizinha Venezuela com “profunda preocupação” e instou todas as partes envolvidas a se absterem de ações que possam agravar o conflito, sem mencionar os Estados Unidos.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, criticou duramente o que chamou de ataque “criminoso” dos Estados Unidos contra a Venezuela em uma publicação no X.
“Cuba denuncia e exige urgentemente a reação da comunidade internacional contra o ataque criminoso dos Estados Unidos contra a Venezuela. Nossa zona de paz está sendo brutalmente atacada.”
Escalada de tensões
O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou repetidamente que os EUA estão se preparando para tomar novas medidas contra supostas redes de narcotráfico na Venezuela e que ataques terrestres começarão “em breve”.
Em outubro, Trump afirmou ter autorizado a CIA a operar dentro da Venezuela para reprimir o fluxo ilegal de migrantes e drogas provenientes do país sul-americano.
Os EUA realizaram um grande reforço militar na região, incluindo um porta-aviões, navios de guerra e caças avançados estacionados no Caribe.
Trump anunciou um “bloqueio” ao petróleo venezuelano, ampliou as sanções e realizou mais de duas dezenas de ataques a embarcações que os EUA alegam estarem envolvidas no tráfico de drogas no Oceano Pacífico e no Mar do Caribe.
Trump acusou o país sul-americano de inundar os EUA com drogas, e seu governo vem bombardeando há meses barcos originários da América do Sul que, segundo ele, transportam drogas. Muitas nações condenaram os ataques como execuções extrajudiciais, e o governo Maduro sempre negou qualquer envolvimento com o narcotráfico.
(Com informações da Reuters)
Em atualização*
Fonte: cnnbrasil.com.br/Da CNN