Caos na saúde, greve e blindagem da prefeita fazem metade dos eleitores reprovarem Câmara

(Foto: Izaias Medeiros/CMCG)

As falhas da gestão Adriane Lopes (PP) atingiram a popularidade dos vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande. A Capital enfrenta uma das maiores crises da sua história, com a população sofrendo com o colapso na saúde, buraqueira nas ruas, 2ª greve dos ônibus mais longa da história, aumento de impostos e servidores sem reajuste.

A sensação dos campo-grandenses é de que os integrantes do Legislativo contribuíram pouco para mudar esse cenário, às vezes, até blindaram a prefeita, como quando barraram a pepista de se explicar sobre a perda de R$ 1,4 milhão para o Banco Master. Ou quando enterraram projeto que acabaria com a folha secreta no Executivo. E isso se refletiu nas pesquisas do Instituto Ranking Brasil Inteligência ao longo de 2025. A Câmara fecha o ano com a desaprovação de 50% dos eleitores, e 36% considerando a atuação dos parlamentares ruim ou péssima.

Apenas 30% aprovam o trabalho realizado, enquanto 20% não souberam ou não quiseram opinar. Os que avaliam a atuação da vereança como boa ou ótima chegam a 25%, proporção próxima dos que disseram ser regular, 21%. Já 18% não sabem ou não responderam.

O cenário é bem distinto em relação ao início do ano, quando nos primeiros meses desta legislatura, os vereadores eram bem avaliados. Em junho, a Casa chegou a ter 40% de avaliação positiva (boa/ótima). 

Em novembro, esse número despencou pela metade e chegou a 19%, enquanto a rejeição dobrou, com 60% desaprovando a Câmara. Apenas 25% aprovaram o trabalho realizado e 40% consideravam o trabalho ruim ou péssimo.

O Instituto Ranking ouviu 1 mil eleitores entre os dias 15 e 20 deste mês de dezembro. A margem de erro é de 3% para mais ou menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pela Rede Top FM.

Como a última pesquisa coincidiu com a 2ª greve mais longa da história do transporte coletivo em Campo Grande e os vereadores atuaram para pôr fim à paralisação, a desaprovação caiu 10 pontos percentuais e a avaliação ruim/péssimo reduziu em quatro pontos.

Apesar do ligeiro alívio, ainda assim, a atuação dos vereadores termina o ano devendo aos eleitores, como pode ser visto abaixo.  

PesquisaAvaliação Boa/ÓtimaAvaliação Ruim/Péssima
1ª Pesquisa (abril)35%23%
2ª Pesquisa (junho)40% (Pico)20%
3ª Pesquisa (agosto)33%25%
4ª Pesquisa (outubro)26%33%
5ª Pesquisa (novembro)19%40% (Pico)
6ª Pesquisa (Atual)25%36%

Maiores problemas da Capital

O Instituto Ranking Brasil Inteligência também perguntou aos entrevistados quais são os maiores problemas de Campo Grande e 36% disseram que é saúde pública e a falta de médicos, enquanto 28% disseram que é a falta de médicos e do hospital municipal.

Além disso, 22% falaram que foi a greve no transporte coletivo, outros 17,60% a necessidade de melhorar os ônibus, 15,4% que é necessário trocar a prefeita e secretários; 13,8% que é a corrupção e desvio de dinheiro; e 12% que são os buracos nas ruas e os alagamentos.

Já 10,2% citaram a inflação e alto custo de vida, 9,4% reclamam da falta de administração municipal, 8,6% querem mais ajuda do Governo do Estado; outros 7% reclamaram dos impostos, 6,8% da falta de limpeza da Capital.

Há os que defendem que a prefeita Adriane aceite ajuda do governo Lula, 5,4%. Entre os entrevistados, 2,8% solicitaram que as praças e parques recebam mais cuidados; 4,6% querem o término de obras paradas; 4,4% sentem falta da cidade do Natal. 

Para 4,2% a cidade está abandonada e mal cuidada; 4% citaram a violência contra as mulheres; 3,6% relatam que os dependentes químicos nas ruas estão entre os principais problemas; 3,84% apontaram a falta de policiamento e de segurança; 3,2% a falta de moradias e 3%, o trânsito; sendo que 4,2% não sabem ou não responderam.

Fonte: ojacare.com.br/By Richelieu de Carlo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *