“Mentiras” podem custar caro: Marquinhos cobra R$ 150 mil e condenação de Adriane por calúnia

Prefeita pode ser punida por “mentiras”, nas quais acusou Marquinhos e Rose de orquestrar protestos e colocar bandidos nas manifestações (Foto: Arquivo)

O vereador Marquinhos Trad (PDT) protocolou queixa-crime no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul contra Adriane Lopes (PP). Ele acusa a prefeita de “propagar mentiras” e cobra a condenação da chefe do Poder Executiva pelos crimes de calúnia e R$ 150 mil de indenização por danos morais. Pela primeira vez, a pepista enfrentará a Justiça por causa das acusações feitas contra adversários.

“Em resumo, cumpre destacar da infeliz/mentirosa manifestação da Querelada Adriane Barbosa Nogueira Lopes, que: Acusa o Querelado e a pessoa de Rose Modesto de contratar bandidos armados, para de forma coordenada e reiterada, promover desordem pública, baderna e desconforto social, atentando contra a paz pública, em eventos da Municipalidade e contra a figura da própria Prefeita”, afirmou o advogado Valdir Custódio.

A base do processo contra Adriane é a entrevista concedida ao programa Tribuna Livre, da FM Capital, na última terça-feira (2). Na defensiva por causa da repercussão negativa da ação violenta e truculenta da Guarda Municipal, Adriane acusou o ex-prefeito, que a lançou na política, e a ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil) de orquestrarem os protestos contra a administração municipal.

“Ainda, a imprensa desta Capital, imediatamente repercutir a infeliz, inconsequente irresponsável e criminosa atitude da Prefeita de Campo Grande”, lamentou Marquinhos, na petição distribuída ao desembargador Jonas Hass Silva Júnior, do TJMS.

“Portanto, não apenas as imputações falsas e desonrosas feitas pela Querelada se deram em meio de amplo alcance, mas, de fato, é inequívoco que a repercussão de sua fala se estendeu a milhares de campo grandenses e sul-mato-grossenses”, destacou o advogado, citando a repercussão nos sites e redes sociais.

“Contratar pessoas armadas para realizar um protesto violento configura diversos crimes perante a legislação brasileira, dependendo das ações praticadas e da organização envolvida”, pontuou Custódio, sobre a acusação feita por Adriane.

“Lembre-se que a própria Querelada fornece circunstâncias acerca da grave imputação, afirmando que são bandidos, armados, com passagens policiais, que cometem crimes mediante paga, que tem estrutura, pois, chegam de ônibus, que a prática é reiterada e orquestrada (divisão de tarefas, hierarquia, continuidade, permanência e estabilidade, aporte financeiro, etc.), pois, acontecem em todos os eventos da prefeitura, com objetivo de promover baderna, desconforto e tumulto, além de investir contra sua honra”, destacou.

A hora da verdade

Na campanha eleitoral do ano passado, Adriane atacou os adversários, mas nunca foi acionada na Justiça pelas acusações. Durante o debate da TV Morena, por exemplo, ela acusou Rose de ser a “rainha do fake News”.

Com a ação, Marquinhos põe a prefeita cara a cara com a Justiça. E a ofensiva ocorre no pior momento da administração municipal, reprovada por 85% dos campo-grandenses, segundo pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência, Adriane apostava na iluminação e festividades de Natal para sair do fundo do poço na popularidade.

No entanto, sem resolver os graves problemas da Capital, ela enfrenta a reação dos adversários, que não medem as palavras para chama-la de “mentirosa”. Em qualquer lugar, o adjetivo não é apropriado para a missionária da Assembleia de Deus Missões. Quando a prefeita foi reeleita, a igreja se gabou de ter uma missionária no comando da Capital.

Guarda agredindo mulher e idosa repercutiram negativamente na Capital (Foto: Reprodução)

Adriane criminaliza população

Marquinhos destacou que o protesto foi organizado de forma espontânea nas redes sociais. Ele destacou que vários aliados da prefeita fazem parte do grupo no Facebook. “O Querelante nunca apoiou qualquer manifestação violenta ou mesmo deseducada. O Querelante sequer conhece os envolvidos no triste episódio noticiado pela imprensa, cujo enredo é de que há meses, cidadãos vem protestando contra a gestão política desta Urbe e, infelizmente no último protesto foram reprimidos violentamente por agentes públicos”, rebateu o ex-prefeito.

“Sem embargos ao direito de mães atípicas buscarem o devido auxílio e tratamento a seus filhos. Sem embargos aos professores protestarem contra as condições de trabalho. Sem embargos ao cidadão comum, que de forma espontânea, reclama da precariedade da saúde municipal. Sem embargos ao cidadão comum, que de forma espontânea, está descontente com os buracos nas ruas. Em verdade, tratam de reclamações e protestos legítimos. Isto é fato!”, ressaltou Marquinhios.

“Basta observar que estamos diante da gestão municipal mais desaprovada da história de Campo Grande. Contudo, o Querelante nunca, jamais apoiaria qualquer atitude tipificada no Código Penal. A imputação feita pela Querelada é notadamente falsa, devaneiosa, delirante e infundada”, atacou.

Até o momento, a prefeita não apresentou imagens nem provas de que bandidos estavam na manifestação. O protesto contava com cerca de 20 pessoas, sendo a maioria mulheres, idosas e crianças. Um dos organizadores, o professor Washington Alves Pagane, garante que apenas quatro homens estavam na manifestação pacífica, classificada pela prefeita como “baderna”.

Washington (na frente) chegou a ser detido pela guarda e encaminhado para a delegacia (Foto: Arquivo)

Fonte: ojacare.com.br/By Edivaldo Bitencourt

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