Polícia britânica faz buscas na Royal Lodge, antiga mansão de Andrew

Ex-príncipe britânico Andrew Mountbatten-Windsor foi solto nessa quinta-feira (19/02) após permanecer cerca de 11 horas sob custódia/Foto: Reprodução/X

Policiais britânicos foram vistos na manhã desta sexta-feira (20/2) chegando à mansão Royal Lodge, localizada em Windsor Great Park, Inglaterra, onde vivia o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor. Os agentes foram ao local para cumprir mandado de busca como parte de uma investigação em andamento contra Andrew.

A informação foi divulgada pela BBC e confirmada em seguida pela Polícia do Vale do Tâmisa, que conduz a investigação. Em comunicado, a corporação afirmou que a detenção ocorreu no âmbito de um inquérito em andamento.

O Conselho Nacional de Chefes de Polícia afirmou que isso está “em conformidade com a prática de rotina”.

Investigação

O ex-príncipe britânico Andrew Mountbatten-Windsor foi solto ainda nessa quinta-feira (19/2) após permanecer cerca de 11 horas sob custódia da polícia por suspeita de “má conduta” no exercício de cargo público. Durante o período de detenção, ele foi nterrogado pelas autoridades, mas não houve divulgação de detalhes sobre as alegações feitas.

Até o momento, não houve novas prisões ou acusações formais relacionadas ao caso.

A prisão, sem precedentes na história da família real britânica, ocorreu por suspeita de conduta indevida no exercício de função pública, quando Andrew atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional. Entre 2001 e 2011, ele teria repassado a Jeffrey Epstein informações potencialmente confidenciais, o que pode configurar crime grave, com pena que pode chegar à prisão perpétua segundo a legislação britânica.

As investigações apontam que a relação entre Andrew e Epstein teria sido mais próxima do que se admitia publicamente, levantando questionamentos sobre possíveis trocas de favores e acesso privilegiado a informações estratégicas. A atual residência do príncipe, em Sandringham, foi alvo de buscas policiais, assim como a propriedade de 30 quartos que ocupava em Windsor.

Ele também foi obrigado a deixar a mansão Royal Lodge após a divulgação de novos documentos ligados ao caso Epstein.

Com informações da RFI, parceiro do Metrópoles.

Fonte: metropoles.com/Maria Eduarda Maia

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