Mesmo após fim de prazo, categorias pressionam por reajuste

Na semana passada, servidores protestaram na Assembleia Legislativa – Foto: Luciana Nassar

Servidores do governo do Estado ainda lutam em busca de aumento superior aos 3,81% sancionado pelo Executivo, apesar de vedação de revisão a partir de hoje

A partir de hoje fica vedada a concessão de reajuste salarial para servidores públicos que exceda a recomposição das perdas inflacionárias no ano, essa medida acontece sempre em ano eleitoral, 180 dias antes do pleito. Apesar dessa vedação estabelecida vedação pelo artigo 73, VIII, da Lei nº 9.504/1997, funcionários públicos de Mato Grosso do Sul ainda tentam conseguir um valor maior de aumento salarial.

Desde a semana passada as categorias tem pressionado deputados estaduais para que eles conseguissem uma agenda com o governo do Estado para chegar a um acordo. 

Entretanto, passado o prazo legal para que esse aumento além da inflação seja feito, as categorias ainda buscam essa agenda com a gestão.

Segundo o presidente do Fórum dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul, Fabiano Reis, há uma reunião marcada para hoje à tarde com os coordenadores da entidade para que a categoria avalie o cenário e as possibilidades que tem.

“Sabemos das limitações impostas pela legislação eleitoral quanto a reajustes neste momento. Ainda assim, o que os servidores buscam é respeito, diálogo e melhorias nas carreiras, como promoções, melhores condições de trabalho e o enfrentamento da terceirização. O cenário atual já demonstra insatisfação em diversas áreas, com avanço da terceirização e defasagem nas carreiras, como no Detran-MS e na UEMS, além de mobilizações de servidores, o que reforça a necessidade urgente de abertura de negociação”, afirmou Reis.

“Seguimos abertos ao diálogo, mas com firmeza na defesa da valorização dos servidores”, completou o presidente do Fórum dos Servidores.

Quem também estão insatisfeitos com o reajuste são os professores da Rede Estadual de Ensito (REE). Segundo a presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Deumeires Morais, apesar da categoria ganhar acima do piso nacional, algumas medidas não agradaram os docentes.

“Nós entendemos que é um reajuste muito baixo, seria importante que o governo pudesse aplicar um percentual que trouxesse um ganho real para todos os servores públicos. São esses servidores que dedicam as suas vidas no atendimento à população, que fazem funcionar a máquina do governo em todos os setores, então era importante uma valorização maior”, afirmou a presidente da Fetems.

Apesar de contestarem o reajuste, nenhuma categoria, até o momento, deve entrar em greve além do servidores do Detran-MS, que estão em estado de greve e aguardam promessas para deliberar a paralisação por tempo indeterminado.

Fonte: correiodoestado.com.br/DAIANY ALBUQUERQUE

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