Foto de menino iraniano acenando para mãe antes de ser morto viraliza

Menino estudava na escola primária Shajareh Tayebeh, destruída por ataque conjunto dos EUA e de Israel no primeiro dia da guerra no Irã/Foto: Handout/Getty Images

Uma foto de Mikaeil Mirdoraghi acenando para a mãe antes de sair para o colégio, no dia 28 de fevereiro, viralizou nas redes sociais. Na imagem, o menino aparece de mochila, antes de ir à escola primária Shajareh Tayebeh, em Minab, que foi destruída por ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel no primeiro dia do confronto no Irã. Confira a imagem:

Mikaeil Mirdoraghi tira foto acenando para a mãe

De acordo com o governo iraniano, 175 pessoas morreram no ataque — 110 eram crianças que estudavam na escola, sendo 66 meninos e 54 meninas. As vítimas receberam um funeral coletivo (foto em destaque).

A instituição ficava localizada a cerca de 60 metros de uma base militar.

Em entrevista à imprensa iraniana, a mãe do menino relatou que o filho pediu uma foto antes de sair de casa.

A mulher relembrou os últimos momentos com o menino. “Na noite anterior, ele disse que minha comida tinha gosto de paraíso”, relata.

A mãe ainda lembra que o menino brincou de “lutinha” com o irmão. “À meia-noite, ele veio, colocou os travesseiros ao redor dele, sentou com o irmão e disse: ‘Vem! Eu sou o Irã, irmão, e você é os Estados Unidos”, contou.

Ataque a escola

De acordo com autoridades iranianas, o ataque em 28 de fevereiro fez parte de uma ofensiva aérea conjunto dos Estados Unidos e de Israel.

O exército de Israel afirmou não ter conhecimento de um ataque contra uma escola no Irã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que o Irã pode ser responsável pelo ataque. As autoridades norte-americanas ainda investigam o caso.

“Disseram-me que isso está sob investigação, mas os mísseis Tomahawk são usados ​​por outros países”, disse Trump, em coletiva de imprensa na segunda-feira (9/3). “Mas, seja o Irã ou outro país, o fato é que um Tomahawk, um míssil genérico, é vendido para outros países. Mas isso está sendo investigado neste momento”, completou.

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR) cobrou uma investigação sobre o caso.

Fonte: metropoles.com/Maria Eduarda Maia

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