Dívida pública federal atingiu R$ 8,84 trilhões em fevereiro de 2026

Os dados constam do Relatório Mensal da Dívida (RMD), divulgado nesta quinta-feira (26/3) pelo Tesouro Nacional/Foto: Divulgação/Tesouro Nacional

A dívida pública federal (DPF) atingiu R$ 8,84 bilhões em fevereiro, aumento de 2,31% em relação ao mês anterior, segundo o relatório mensal da dívida pública federal (RMD) publicado nesta quinta-feira (26/3) pelo Tesouro Nacional.

De acordo com a pasta, esse desempenho da dívida pública ocorreu devido à apropriação positiva de juros, no valor de R$ 73,87 bilhões.

Com esses dados, o estoque da dívida pública federal iniciou o ano fora dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2025, com variação de R$ 9,7 trilhões a R$ 10,3 trilhões no ano.

Com relação ao prazo médio da DPF, intervalo médio em que o governo leva para refinanciar a dívida pública, passou de 4, 03 anos em janeiro para 4 anos em fevereiro, ficando dentro do intervalo estipulado pela PAF 2026 (entre 3,8 anos e 4,2 anos).

Entenda a dívida pública federal

  • A dívida pública federal é contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal (quando a máquina pública acaba gastando mais do que arrecada);
  • As principais formas de classificá-la são: quanto à forma utilizada para o endividamento e quanto à moeda na qual ocorrem os fluxos de recebimento e pagamento da dívida;
  • A emissão líquida é a diferença entre o valor de títulos da dívida pública emitidos pelo governo federal e o valor dos títulos resgatados (isto é, comprados de volta pela União);
  • Apropriação positiva de juros acontece quando o governo obtém um retorno maior com os investimentos em títulos em comparação com os juros pagos aos detentores da dívida pública;
  • Em 2025, o estoque da dívida pública federal somou R$ 8,6 trilhões. O resultado ficou dentro dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF).

Composição da dívida

Quase metade da dívida pública está atrelada à taxa básica de juros, a Selic, que se encontra em patamar mais restritivo (14,75% ao ano). Em janeiro, a composição da DPF ficou da seguinte forma:

Taxa Flutuante (Selic): 49,10%;
Índices de Preços (IPCA): 25,85%;
Prefixados (com rendimento definido no momento da emissão): 21,33%; e
Câmbio: 3,71%.

O maior detentor da dívida pública é o grupo Instituições Financeiras. O estoque passou de 31,92% em janeiro para 31,76% em fevereiro. A participação da Previdência Social na DPF saiu de 22,66% para 22,59%.

Confira os demais detentores:

Fundos de Investimento têm participação de 21,58%, com estoque de R$ 1,8 trilhão;
Não-residentes têm participação de 10,75%, com estoque de R$ 914 bilhões;
Seguradoras têm participação de 3,57%, com estoque de R$ 303 bilhões;
Governo tem participação de 2,77%, com estoque de R$ 235 bilhões; e
Outros têm participação de 6,98%, com estoque de R$ 594 bilhões.

Colchão da dívida pública federal

A reserva de liquidez da dívida pública diminuiu em janeiro em comparação a dezembro. O chamado “colchão” para pagar a DPF é composto por recursos presentes na Conta Única do Tesouro Nacional (CTU), no Banco Central (BC).

O colchão aumentou 9,86%, passando de R$ 1 trilhão para R$ 1,1 trilhão. Atualmente, o valor em caixa é suficiente para quitar 6,41 meses de vencimentos de títulos.

Fonte: metropoles.com/Gabriela Pereira

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