Cuba enfrenta novo apagão após bloqueio no fornecimento de petróleo

10 milhões de pessoas estão sem energia após colapso em Cuba. O anúncio foi feito pela Companhia Elétrica Nacional nesta segunda-feira(16/3)/Foto: Nick Kaiser/picture alliance via Getty Images

Cuba sofreu um novo apagão total nesta segunda-feira (16/3). O anúncio foi feito pela Companhia Elétrica Nacional por meio da rede social X, em crise intensa de desabastecimento enfrentada pelo país devido ao bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos (EUA).

Segundo informações iniciais, por volta das 16h no horário local (15h pelo horário de Brasília), o sistema elétrico entrou em colapso, deixando aproximadamente 10 milhões de pessoas sem fornecimento de energia.

“Ocorreu uma interrupção total de energia no Sistema Elétrico Nacional. Os protocolos de restabelecimento estão sendo implementados”, informou a União Elétrica Cubana na rede social X.

Neste domingo (15/3), o presidente dos Estados UnidosDonald Trump, declarou que o país pode em breve chegar a um acordo com Cuba ou adotar outras medidas, sugerindo que a relação historicamente tensa entre as duas nações pode passar por mudanças rápidas.

“Cuba também quer fazer um acordo, e acho que muito em breve vamos fazer um acordo ou fazer o que tivermos que fazer. Estamos conversando com Cuba, mas vamos tratar do Irã antes de Cuba”, declara Trump a repórteres a bordo do Air Force One.

Crise

A situação econômica da ilha tem sido agravada pelas falhas no abastecimento de petróleo importado, essencial para o funcionamento das usinas de energia e do sistema de transporte. A falta de combustível levou o governo a implementar apagões programados em diferentes regiões e a restringir parte dos serviços públicos.

Nas últimas semanas, Trump tem feito diversas declarações afirmando que Cuba estaria próxima de um colapso econômico ou interessada em firmar um acordo com os Estados Unidos. Em uma fala recente, ele chegou a mencionar a possibilidade de uma “tomada amigável” do país, acrescentando logo depois que talvez ela não fosse tão amigável assim.

Mesmo com a retomada de contatos entre os dois lados, ainda existem divergências importantes. Representantes do governo americano indicam que qualquer redução de pressão dependeria de concessões políticas e econômicas por parte de Havana, enquanto as autoridades cubanas afirmam que eventuais negociações precisam respeitar a soberania do país.

Fonte: metropoles.com/Gabriela Martins

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