Arrecadação com IPTU despenca e Adriane impõe teto de gastos médio de R$ 580 milhões mensais
A prefeita de Campo Grande está preocupada com a arrecadação cobrir as despesas. (Foto: Arquivo)
A prefeita Adriane Lopes (PP) publicou decreto no qual estabelece o teto mensal de gastos previstos no orçamento de 2026, no total de R$ 6,974 bilhões, o que dá uma média de R$ 580 milhões por mês. A criação do limite de despesas ocorre na esteira da queda na arrecadação do IPTU 2026, cujos pagamentos à vista encerraram no dia 12 de fevereiro.
A estratégia de Adriane de reduzir o desconto do pagamento à vista para 10% e o tarifaço na taxa do lixo para aumentar a arrecadação com IPTU neste ano fracassou. Apesar da justiça e os vereadores terem liberado o aumento abusivo de 396%, o imposto pesou no bolso do campo-grandense e até o feriado de Carnaval, o arrecadado com o IPTU foi 15% menor que no mesmo período do ano passado.
Dados da transparência municipal mostram que entre 1 de janeiro e 16 de fevereiro de 2026, a prefeitura arrecadou R$ 246,6 milhões com o pagamento do IPTU, abaixo da previsão de R$ 300 milhões. O pagamento à vista venceu dia 12 e sem o desconto de 20%, muita gente preferiu parcelar.
Como o IPTU é o principal imposto de arrecadação do município, a preocupação da prefeitura com que o “comprometimento das despesas ultrapasse a receita realizada” está explícita no decreto 16.540, de 18 de fevereiro de 2026.
Caso a crise de com a arrecadação continue, “o município deverá estabelecer critérios para o equilíbrio das contas”, diz o decreto de Adriane publicado em edição extra do Diário Oficial de Campo Grande de quinta-feira, 19 de fevereiro.
“É vedada às unidades gestoras a realização de despesas ou a assunção de compromissos que não sejam compatíveis com os limites disponíveis e o cronograma estabelecido por este Decreto”, estabelece a norma.
O decreto também lembra que Adriane é proibida, por lei federal, de “contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente até o fim do exercício ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício de 2027 sem a suficiente cobertura financeira”.
Apesar da média ser de R$ 580 milhões mensalmente, o teto de gastos por mês varia. Em agosto, por exemplo, é de R$ 567,414 milhões; e R$ 551,132 milhões, em julho.
Dezembro é o mês com maior despesa, R$ 857,775 milhões, devido ao pagamento do 13º salários dos servidores e comissionados, além de outros encargos.
Fonte: ojacare.com.br/By Richelieu de Carlo