Após avanço no auxílio-transporte dos servidores, SINDIJUS-MS intensifica luta por suporte ao teletrabalho


Os servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul (PJMS) passam a contar, a partir do próximo mês, com um importante aumento em seus rendimentos. Foi oficializado o reajuste do auxílio-transporte para o valor de R$ 1.000,00, consolidando o estado como o detentor da maior cifra paga sob este título entre todos os Tribunais de Justiça estaduais do Brasil, conforme destacou a entidade sindical.

O reajuste foi formalizado pela Portaria nº 3.225, publicada no Diário da Justiça Eletrônico desta segunda-feira (9 de março). A medida é fruto das negociações conduzidas pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul (SINDIJUS-MS) e passará a vigorar no dia 1º de abril de 2026.

Um salto histórico no benefício

A trajetória de valorização deste auxílio teve um marco em 2023, quando o sindicato conseguiu converter o benefício em pecúnia (dinheiro direto na folha de pagamento), com um valor inicial de R$ 500,00. Com a nova atualização, o valor dobra, garantindo suporte financeiro direto para o deslocamento dos trabalhadores.

Embora a conquista seja celebrada como um avanço nas verbas indenizatórias, o SINDIJUS-MS reforça que as discussões sobre a revisão geral salarial anual e outros pedidos específicos da categoria continuam na pauta de negociações com a administração do Tribunal de Justiça (TJMS).

O novo desafio: Auxílio Tecnológico

Com o aumento do auxílio-transporte, surge uma nova prioridade na mesa de negociações: a situação dos servidores em teletrabalho. Por ter natureza indenizatória voltada ao deslocamento físico, quem atua de forma remota não recebe o auxílio-transporte.

Para corrigir essa disparidade, o SINDIJUS-MS protocolou um pedido para a criação do Auxílio Tecnológico. O argumento central é que o servidor em home office acaba absorvendo custos que antes eram do Tribunal, tais como:

  • Aquisição e manutenção de computadores e softwares;
  • Compra de mobiliário ergonômico;
  • Aumento nas contas de energia elétrica, água e internet de alta velocidade;
  • Cumprimento de metas de produtividade superiores às do trabalho presencial.

“Ao ingressar no regime de teletrabalho, o servidor assume despesas que até então eram suportadas pelo empregador”, pontua o sindicato na petição enviada à administração.

Próximos Passos

A diretoria do sindicato informou que a pauta do auxílio tecnológico será trabalhada com “intensidade máxima” junto à presidência do TJMS. A categoria busca assegurar que a modernização das formas de trabalho não resulte em perda de poder aquisitivo ou sobrecarga financeira para o servidor.

Fonte: Roberta Cáceres, com informações do SINDIJUS-MS

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