Após anúncio de cessar-fogo, navios voltam a cruzar estreito de Ormuz
Dados de monitoramento da MarineTraffic indicam passagem de dois navios pelo local após acordo de cessar-fogo entre Irã e EUA/Foto: Elke Scholiers/Getty Image
A empresa de monitoramento marítimo MarineTraffic informou nesta quarta-feira (8/4) que dois navios cruzaram o estreito de Ormuz após o Irã aceitar reabrir a passagem estratégica no âmbito do acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos.
“O graneleiro NJ Earth, de propriedade de um armador grego, cruzou o estreito às 08h44 GMT, enquanto o Daytona Beach, com bandeira da Libéria, realizou sua travessia antes, às 06h59 GMT, pouco depois de ter partido do porto de Bandar Abbas”, informou a empresa em sua conta no X.
Cessar-fogo
Nessa terça-feira (7/4), Estados Unidos e Irã acordaram um cessar-fogo de duas semanas. Durante esse período, os trânsitos pelo estreito de Ormuz serão realizados “em coordenação com as forças armadas iranianas”, declarou no X o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi.
Segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a decisão foi tomada após conversas com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e o chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, que pediram a suspensão das ações militares imediatas.
O cessar-fogo, classificado pelo presidente dos EUA como bilateral, está condicionado à reabertura “completa, imediata e segura” do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.
“Concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas. Este será um cessar-fogo bilateral”, afirmou Trump, acrescentando que os Estados Unidos já teriam atingido os objetivos militares e que um acordo definitivo estaria próximo.
De acordo com o republicano, Washington recebeu uma proposta de dez pontos do Irã, considerada uma “base viável” para um acordo mais amplo. “Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irã e acreditamos que ela constitui uma base viável para a negociação”, escreveu o presidente dos EUA.
Ele afirmou ainda que a maioria das divergências entre os dois países já foi superada, restando apenas ajustes finais durante o período de trégua.
Fonte: metropoles.com/Laura Braga