Acusada por Flávio de cobrar R$ 5 mi, Gianni não se filia ao Novo e não deve disputar o Senado
Gianni Nogueira, ao lado da prefeita Adriane e do marido, Rodolfo Nogueira (Foto: Arquivo)
A vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), desistiu de se filiar ao Novo para ser candidata ao Senado e enfrentar os aliados. De acordo com bilhete do senador Flávio Bolsonaro (PL), a esposa do deputado federal Rodolfo Nogueira pediu R$ 5 milhões para não ser candidata ao Senado nas eleições deste ano.
No mês passado, o presidente regional do Novo, Gustavo Scarpanti, chegou a marcar a data de filiação de Gianni ao partido com a promessa de que ela seria a candidata a senadora. Ela desmarcou a filiação, mas não marcou nova data.
O deputado estadual João Henrique Catan trocou o PL pelo Novo e confirmou a pré-candidatura ao Governo. No entanto, o reforço ainda não chegou, como Gianni ou o deputado federal Marcos Pollon (PL).
O prazo para filiação termina neste sábado e a vice-prefeita de Dourados não retomou as tratativas, conforme Scarpanti. Nos bastidores, a informação é de que pesou na decisão de Gianni a candidatura à reeleição do marido, o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL)
Ela foi lançada ao Senado por Jair Bolsonaro em duas ocasiões. O ex-presidente ressaltou que a vice-prefeita de Dourados era a sua candidata ideal para não repetir Soraya Thronicke (Podemos), que foi eleita com o seu apoio e o abandonou no decorrer do mandato.
Só que Gianni ficou sem espaço no PL com a candidatura do ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar, antigos rivais, que planejam fazer dobradinha para o Senado. Ela ameaçou mudar de partido e o Novo surgiu como opção.
O caso virou escândalo quando Flávio Bolsonaro escreveu em um bilhete de que Gianni teria cobrado R$ 5 milhões para desistir da candidatura. O presidenciável nunca recuou da anotação. Gianni deu entrevista e gravou vídeo para desmentir de que tenha exigido a fortuna para abrir mão do projeto de disputar uma vaga no Senado neste ano.
Na ocasião, Flávio também escreveu que Pollon teria exigido R$ 15 milhões para não ser candidato a senador ou governador. Logo após a repercussão do caso, o senador deu entrevista para negar que o deputado federal tenha exigido R$ 15 milhões. Pollon também acusou ser vitima de fake News.
Só que Pollon ganhou o apoio público de Bolsonaro, que escreveu uma carta para deixar claro que ele era o primeiro candidato a senador da sua lista. A divulgação causou saia justa no PL, já que Valdemar Costa Neto se comprometeu com Reinaldo e Capitão Contar.

Fonte: ojacare.com.br/By Edivaldo Bitencourt