Eleitores bolsonaristas rejeitam Giroto e deixam condenado na Lama Asfáltica sem mandato
Edson Giroto voltou ao cenário político após 14 anos. (Foto: Divulgação)
Não adiantou a estratégia do “ex-todo poderoso” secretário de Obras em Mato Grosso do Sul, Edson Giroto, 66 anos, de se filiar ao PL do ex-governador e agora senador eleito Reinaldo Azambuja e do ex-presidente Jair Bolsonaro para conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados. Os eleitores bolsonaristas rejeitaram o ex-deputado federal nas urnas.
Giroto, que é engenheiro, até prometeu fugir dos holofotes e ser mais um agricultor, mas não resistiu a tentação de buscar retornar ao Congresso Nacional depois de 14 anos. Apesar de ainda não ter nenhum processo transitado em julgado, a série de condenações na Justiça podem ter pesado para conquistar apenas 7.790 votos neste domingo (4).
Giroto coleciona cinco condenações na Justiça estadual, cinco absolvições (Justiça Federal e estadual) e viu duas sentenças condenatórias na Justiça Federal se tornarem “mistério” após afastamento do magistrado. As decisões impuseram perda de direitos políticos, mas o dispositivo precisa ser confirmado por órgão colegiado para que o candidato seja inelegível.
Com isso, nas certidões judiciais, que são exigidas nos registros de candidatura, a situação de “nada consta” passou para documentos com registro de processos na Justiça Federal e no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
Às vésperas do pleito, Giroto, o empresário João Amorim e mais seis pessoas foram condenados pelo juiz Eduardo Lacerda Trevisan pelo desvio de R$ 9,840 milhões, o valor atualizado é de R$ 17,4 milhões, na manutenção de três rodovias sem pavimentação.
O novo bolsonarista também foi sentenciado à perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por oito anos e proibido de contratar com o poder público por 10 anos. As sanções, porém, só serão aplicadas após o trânsito em julgado da ação de improbidade administrativa, ou seja, quando não for mais possível recorrer.
Para evitar a propaganda negativa, o candidato a deputado federal entrou com pedido de direito de resposta no TRE-MS contra O Jacaré, a TV Morena, o site Capital News, O Sul-Mato-Grossense, O Buxixeiro, e até o Facebook para tirarem as publicações sobre a condenação do ar.
A juíza Mariel Cavalin dos Santos, do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, extinguiu o processo sem julgar o mérito devido a questões técnicas processuais.
Com os 7.790 votos, Edson Giroto ficou longe de conquistar uma vaga na Câmara Federal. O deputado federal Dagoberto Nogueira (PP) ficou com o último posto graças a 56.217 votos. O PL, por outro lado, mostrou sua força e manteve as cadeiras de Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira, e ainda teve a adição da deputada estadual Mara Caseiro.
Agora resta ao ex-secretário de Obras esperar mais dois anos para se testar novamente nas urnas e torcer para reverter as condenações na Justiça.
Fonte: ojacare.com.br/By Richelieu de Carlo