4 de agosto de 2026
Ciência e Tecnologia

Dois eclipses e chuva de meteoros: os eventos astronômicos de agosto

Dos eventos previstos para o mês, apenas o eclipse solar não poderá ser observado do Brasil, pois será exclusivo do Hemisfério Norte/George Pachantouris via Getty Images

A chegada de agosto deve ser bastante comemorada pelos entusiastas de eventos astronômicos. O mês será marcado por vários fenômenos, como dois eclipses (um solar e outro lunar), uma chuva de meteoros, Lua cheia e a aproximação entre nosso satélite natural e Saturno.

Desses eventos, apenas o eclipse solar total não poderá ser observado do Brasil, pois a trajetória da sombra lunar passará exclusivamente pelo Hemisfério Norte, sendo melhor observada em regiões da Europa, da Islândia e do Ártico.

Os eventos astronômicos de agosto

12 de agosto: eclipse solar total

Na quarta-feira da próxima semana (12/8), ocorrerá um eclipse solar total que, segundo a Nasa, poderá ser visto da Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, Oceano Atlântico, Espanha e de uma pequena parte de Portugal.

Durante o fenômeno, a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol, encobrindo nossa estrela central. Nos locais em que o evento ocorrerá em sua totalidade, a escuridão completa vai durar cerca de dois minutos e meio.

Caso você esteja em algum dos países na rota do fenômeno, é indispensável usar óculos especializados para eclipses durante as fases parciais ou filtros adequados em binóculos e telescópios, pois os raios solares diretos causam danos irreversíveis à visão. Apenas no momento da totalidade, quando o Sol fica 100% encoberto, é seguro olhar a olho nu.

12 e 13 de agosto: pico da chuva de meteoros Perseidas

Na mesma época do eclipse solar, ocorrerá o pico da famosa chuva de meteoros Perseidas. O fenômeno será parcialmente visível no Brasil, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Como o evento coincide com a fase de Lua Nova, o céu estará mais escuro, facilitando a visualização.

A chuva Perseidas é originada por detritos do cometa Swift-Tuttle e recebe esse nome porque seu radiante (o ponto do céu de onde os meteoros parecem surgir) fica na constelação de Perseu. Ela possui intensidade muito alta, podendo gerar de 50 a 75 meteoros por hora em locais com pouca poluição luminosa. Para observar, não é necessário o uso de telescópios ou binóculos: basta olhar para o céu em um local bem escuro.

27 a 28 de agosto: eclipse lunar parcial

eclipse lunar parcial do final do mês poderá ser visto em todo o Brasil, com melhor visibilidade durante a madrugada. Esse tipo de eclipse ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre parte do disco lunar.

No caso de eclipses lunares totais, a luz que atinge a superfície lunar é filtrada pela nossa atmosfera. Como resultado, o brilho refletido fica avermelhado, gerando a chamada “Lua de Sangue”. No fenômeno previsto para 28 de agosto, a Lua não ficará totalmente vermelha, pois o evento será parcial. O evento é totalmente seguro para ser observado a olho nu, sem a necessidade de proteção ocular.

28 de agosto: Lua Cheia do Esturjão

Coincidindo com o eclipse parcial, teremos a Lua cheia do mês, conhecida tradicionalmente como “Lua do Esturjão”. A nomenclatura vem de tradições de povos nativos do Norte da América, que associavam a Lua cheia deste período à época de abundância desse peixe nos grandes lagos. O brilho da Lua cheia poderá ser contemplado a olho nu em todo o país.

30 a 31 de agosto: aproximação entre a Lua e Saturno

Para encerrar o mês, a Lua e o planeta Saturno farão uma conjunção no céu noturno, aparecendo bem próximos um do outro. O evento será visível a olho nu em todo o Brasil, mas a utilização de binóculos ou telescópios menores proporcionarão uma observação melhor. 

Fonte: metropoles.com/Jorge Agle

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