Santa Casa alerta para risco de parar cirurgias e pressiona prefeitura antes de audiência na Justiça
(Foto: Divulgação)
Com audiência de conciliação marcada com o Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande nesta terça-feira (28), a direção da Santa Casa tem se empenhado em alertar a população para o risco de interromper os atendimentos no hospital. A principal justificativa é o desequilíbrio econômico-financeiro do contrato com o poder público.
A presidente da entidade filantrópica, Alir Terra Lima, declarou na segunda-feira (27) que o contrato firmado com o município está em desequilíbrio há dois anos, sem que as tentativas de consenso com a prefeitura e o governo tenham prosperado. Hoje a diretora técnica Patrícia Berg foi às redes sociais para avisar sobre o risco de interromper cirurgias.
“Infelizmente a instituição Santa Casa de Campo Grande vem encontrando dificuldade na aquisição de materiais, insumos básicos, medicamentos, e o que a gente chama de órtese e prótese, ou seja, materiais para a realização das cirurgias”, informa a diretora.
Os mais afetados são os procedimentos de alta complexidade como ortopedia, neurocirurgia, cirurgias vasculares e cirurgias cardíacas. Patrícia Berg diz que o estoque está reduzido, com materiais suficientes para uma semana ou até 15 dias.
“Devido ao desequilíbrio econômico-financeiro do contrato, a Santa Casa enfrenta sérias dificuldades para adquirir insumos básicos, medicamentos, órteses, próteses e materiais essenciais para a realização de cirurgias”, afirma a Santa Casa.
Diante da falta de solução administrativa, a instituição recorreu ao Judiciário, que determinou a recomposição do equilíbrio econômico-financeiro. No entanto, as decisões não foram cumpridas, e os recursos disponíveis seguem limitados, segundo a presidente Alir Terra Lima.
“A responsabilidade não pode ficar apenas com a Santa Casa, porque os recursos são finitos”, declarou Alir Terra em coletiva de imprensa ontem.
Prefeitura, governo e Santa Casa participam nesta terça-feira de audiência de conciliação na 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande.
Em decisão publicada no Diário de Justiça de hoje, o juiz Ariovaldo Nantes Corrêa deferiu o pedido do Ministério Público Estadual para que o governo e o município prestem informações atualizadas acerca do cumprimento dos compromissos assumidos na audiência realizada em 25 de junho deste ano, no prazo de 15 dias.
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Fonte: ojacare.com.br/By Richelieu de Carlo