Adriane esconde, mas consórcio denuncia alta de 300% no gasto com salários de interventores

Prefeita elevou de R$ 30 mil para R$ 120 mil salário com diretoria de Consórcio Guaicurus: intervenção vai custar caro ao usuário do transporte coletivo (Foto: Divulgação)

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), escondeu, mas o Consórcio Guaicurus denunciou que houve aumento de 300% no gasto apenas com salários dos quatro interventores. Antes da intervenção, apenas um executivo recebia R$ 30 mil por mês. Agora, sob o comando da prefeitura, serão gastos R$ 120 mil por mês com salário da diretoria interventora.

Em decreto publicado nesta quinta-feira (16), o município informou que cada interventor vai receber o mesmo valor pago ao executivo do Consórcio Guaicurus. O Jacaré questionou o município, mas não houve retorno sobre o valor a ser pago para o interventor geral, Alexandro Lisandro de Oliveira, interventor administrativo-financeiro, Rodolfo Bahiense Fernandes, diretor operacional, Robson Tadeu Pereira, e o diretor-jurídico, Alexandre Souza Moreira.

Em nota, o Consórcio Guaicurus revelou que as empresas de ônibus vão ser obrigadas a pagar R$ 120 mil por mês apenas com os salários dos quatro interventores. Em seis, período máximo previsto da intervenção, eles vão custar R$ 720 mil ao usuário do transporte coletivo.

“Na gestão do Consórcio Guaicurus, apenas um único executivo tinha remuneração nesse patamar, ou seja, a Prefeitura criou uma despesa quatro vezes maior para fazer o mesmo trabalho de gestão do Sistema. Essa conta vai custar R$ 120 mil por mês a um sistema que já está em crise financeira”, lamentou o Consórcio Guaicurus.

“A despesa com os interventores sairá do bolso da população que utiliza o transporte público da capital”, alertou. Cada interventor terá R$ 180 mil em seis meses.

“No total, o Sistema de Transporte Público de Campo Grande – que já está sem condições de investimento, conforme alertado diversas vezes – terá um custo de R$ 720 mil com a comissão. Esse montante equivale a quase 150 mil passagens de ônibus pagas pelos passageiros locais”, informou.

“O valor também é praticamente o mesmo que o sistema precisa desembolsar diariamente para a compra de diesel, combustível fundamental para a operação da frota. Vale destacar que a comissão de gestores está comprando o combustível à vista devido à falta de credibilidade da intervenção”, denunciou.

A falta de transparência é um a marca da gestão de Adriane Lopes. Durante a campanha pela reeleição, a folha secreta, como ficou conhecido o pagamento de gratificações e penduricalhos a apaniguados e secretários, virou um escândalo.

Somente após intervenção do Tribunal de Contas do Estado, a prefeita passou a divulgar os valores dos penduricalhos, que até dobram os salários dos apadrinhados, mas que só ficam acessíveis para quem tem todos os dados do beneficiado, como CPF, matrícula e nome completo.

(colaborou Priscilla Peres)

Fonte: ojacare.com.br/By Edivaldo Bitencourt

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *