Obra sem fim: reforma da rodoviária já custou R$ 13,2 mi em 4 anos, metade do orçado

Reforma da antiga rodoviária caminha a passos lentos (Foto: O Jacaré)

A reforma da antiga estação rodoviária de Campo Grande caminha na velocidade típica das obras da gestão Adriane Lopes (PP), a passos de tartaruga e sem perspectivas de serem entregues. O empreendimento que já consumiu R$ 13,2 milhões de recursos públicos, completa quatro anos neste mês de junho, sem sequer previsão de entrega. O valor representa metade do orçamento e indica que ainda falta muito para ser executado.

A promessa da gestora era de entregar a reforma em um ano. A empresa responsável pela reforma é a NXS Engenharia, que assinou contrato com a prefeitura em junho de 2022. Mas em quatro anos, o contrato recebeu oito aditivos e passou do valor inicial de R$ 16,5 milhões para os atuais R$ 26,1 milhões. Os aditivos somam R$ 9,5 milhões.

O valor empenhado pela prefeitura à empresa é de R$ 15 milhões, o que significa que a empresa executou em quatro anos, menos de 60% do total do contrato. Mas o montante recebido pela empresa nesse período é quase o total do valor inicial da obra, mas o contrato ficou 58% mais caro.

Na época do lançamento das obras, o projeto previa revitalização do prédio, que vai abrigar o comando da CGM (Guarda Civil Metropolitana) e a Funsat (Fundação Social do Trabalho). Mas há um ano a prefeitura não fala sobre o assunto.

Em 2022, quando Adriane Lopes anunciou a obra, informou que dos R$ 16,5 milhões necessários para a reforma, R$ 15 milhões eram recursos do Ministério do Desenvolvimento Regional por meio de emenda da bancada federal. Na época, a prefeitura investiria apenas R$ 1,2 milhão.

Mais uma vez, obras que não andam mesmo com recurso em caixa.

Portal da Transparência mostra que prefeitura ainda deve metade do valor orçado (Foto: Reprodução)

Fonte: ojacare.com.br/By Priscilla Peres

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