Peru: após reviravolta na reta final, Fujimori se distancia de Sánchez

A direitista Keiko Fujimori lidera o segundo turno por margem apertada contra candidato da esquerda Roberto Sánchez/Foto: Carla Sena/ Arte Metrópoles

O Peru segue na contagem dos votos do segundo turno da eleição presidencial, realizada no último domingo (7/6), e a disputa entre Roberto Sánchez e Keiko Fujimori segue acirrada. Com 98% das urnas apuradas, a diferença entre os candidatos é de menos de 1.500 votos. Na quinta (11/6), chegou a cerca de 650 votos.

Com 98,25% das urnas apuradas, com última atualização às 8h30 desta sexta-feira (12/6), a direitista Fujimori lidera o segundo turno por margem apertada de 50,04%. Sánchez, de esquerda, vem logo atrás, com 49,96% dos votos. 

Em números totais, a diferença entre os dois, no momento, é de 1.303 votos. Fujimori tem 9.036.046 votos, e Sánchez soma 9.034,743.

O resultado final das eleições só será anunciado em julho, segundo autoridades eleitorais do país.

A demora acontece porque, após a apuração de 100% das urnas, o país ainda passará por novo mecanismo de recontagem dos votos, em seções eleitorais que apresentaram irregularidades.

Sánchez e Fujimori

Roberto Sánchez é psicólogo e parlamentar eleito do Congresso peruano, com mandato entre 2021 e 2026. Foi ministro do Comércio Exterior e Turismo durante o governo do ex-presidente Pedro Castillo, que foi destituído e preso em 2022, condenado por conspirar para rebelião no país.

Sánchez considera a prisão política e promete, se eleito, conceder indulto para livrar Castillo. Outras promessas do esquerdista são o combate à pobreza e a nacionalização de recursos naturais do Peru.

Eleição no Peru: com 97% das urnas apuradas, segundo turno segue indefinido

Com forte apelo junto ao público rural e do interior do país, Sánchez esteve atrás de Fujimori durante quase toda a contagem de votos e passou a liderar somente após 94% das urnas apuradas.

Keiko Fujimori é filha do ex-presidente de direita Alberto Fujimori, que governou entre 1990 e 2000, e foi primeira-dama do Peru entre 1994 e 2000.

Autogolpe

Alberto Fujimori deu autogolpe no Peru, em 1992, e governou por mais oito anos antes de renunciar. Ele foi preso em 2004, condenado por crimes contra os direitos humanos durante o mandato. Ele morreu em 2024 em decorrência de um câncer na língua.

Filha do ex-mandatário, Keiko Fujimori fez promessas de campanha principalmente ao setor empresarial, como isenção de impostos e taxas, além de reforma tributária e trabalhista no Peru.

Ela também promete melhorar a segurança pública no país, com propostas similares a políticas de Nayib Bukele, em El Salvador.

Fonte: metropoles.com/Gabriel Buss

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