Papa Leão XIV pede perdão por papel da Igreja na legitimação da escravidão

A encíclica “Magnifica humanitas” tem 42,3 mil palavras e também alerta os fiéis sobre os riscos do uso da IA/Foto: Massimo Valicchia/NurPhoto via Getty Images

O papa Leão XIV fez, nesta segunda-feira (25/5), um pedido de perdão pelo papel direto da Igreja Católica na legitimação da escravidão. A declaração foi feita em sua primeira encíclica, uma carta aberta a “todas as pessoas de boa vontade”.

O pontífice classificou o passado do Vaticano como uma “ferida na memória cristã” e relembrou que seu antecessor de nome, papa Leão XIII, foi o primeiro a condenar a escravidão.

Ele também ressaltou que a Igreja “renova sua firme condenação contra toda forma de escravidão, tráfico e mercantilização de pessoas” e pede perdão pelo atraso da instituição em condenar o “flagelo da escravidão”.

No documento, o líder do Vaticano também alerta sobre a necessidade de condenar a escravização dos “corpos marcados, mutilados, consumidos” daqueles que trabalham na extração das “terras raras” necessárias à tecnologia.

Ele descreve que, para evitar a necessidade de pedir perdão novamente no futuro, é preciso reprovar firmemente explorações ligadas à tecnologia digital.

Para faz alerta sobre o uso da IA

Leão XVI cita no documento um apelo aos riscos da inteligência artificial e pede aos líderes políticos e empresariais que priorizem a ética sobre o lucro, regulando a tecnologia para evitar a desumanização e garantir que o progresso sirva à dignidade humana.

Dividida em cinco capítulos, a encíclica parte da premissa de que a tecnologia não é uma “força antagônica em relação à pessoa”, nem “um mal em si mesma”.

No entanto ele reforça que ela “não é neutra, pois assume o rosto daqueles que a concebem, a financiam, a regulam e a utilizam”. Diante disso, o papa apela para que os fiéis construam o bem.

Fonte: metropoles.com/Giovana Alves

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