Sem esperança em Adriane, moradora do Los Angeles mostra ruas destruídas e clama por ajuda

Carros atolados viraram rotina em ruas do loteamento Vespasiano Martins. (Foto: Arquivo Pessoal)

A dona de casa Letícia Chaves, 45 anos, passou mais da metade de sua vida no loteamento Vespasiano Martins, na região do bairro Jardim Los Angeles, em Campo Grande. Nos últimos meses, ela cansou de ver as ruas em situação de “calamidade pública”, com carros atolados, crateras enormes e tubulação de água exposta. 

Como mostram as fotos, Letícia é uma das milhares de pessoas da Capital que moram em casas localizadas em ruas sem rede de esgoto, sistema de drenagem e asfalto. São mais de mil quilômetros de vias nessa situação no município. Em alguns casos, as condições são insustentáveis. “Eu não sei mais o que que eu vou fazer”, diz a dona de casa, que não tem esperança que a gestão da prefeita Adriane Lopes (PP) vá fazer algo.

Um dos eventos registrados foi um carro que atolou em uma vala criada pela chuva e precisou ser guinchado por uma caminhonete no dia 13 de abril, na Rua Osvaldo Figueiredo. Mais de um mês depois, nada mudou.

“A rua tá assim ainda desde quando esse carro se atolou. Tá intransitável aqui. Aí as pessoas entram aqui à noite acontece isso”, relata Letícia. 

A moradora detalha a trajetória da chuva e as ruas afetadas. A água desce pela Rua Marco Feliz, passa pela Osvaldo Figueiredo, desce a Flória Bntez de Eugênio e vai para Rua Jandi.

Como as vias viram verdadeiros leitos de cursos d’água, ficam os buracos e as crateras, que expõem até a tubulação que deveria ser subterrânea. Alguns locais ficam famosos pelos estragos que causam, como o “buracos das placas”. Os veículos passam, mas as placas ficam pelo caminho.

Rua ficou intransitável e tubulação de água está exposta. (Foto: Arquivo Pessoal)

“As ruas estão calamidade pública. As mangueiras da Águas Guariroba tá tudo para fora, a cratera tá caindo o carro aqui dentro. Eu não sei mais o que que eu vou fazer. Já pedimos para a prefeitura arrumar essa rua. Tá sem condições de andar, tá uma vergonha isso aqui”, desabafa Letícia Chaves.

A dona de casa, porém, não tem esperança de que haverá melhorias durante o mandato de Adriane Lopes. “Eu acho que só mudando essa gestão. Quem tá do lado dela que não tá dando conta de ajudar ela”, acredita.

A desesperança da moradora do Vespasiano Martins é justificada pelo cenário no restante de Campo Grande. Até a Avenida Duque de Caxias, recapeada há nove meses, tem buracos e asfalto esfarelando em trecho executado pela gestão de Adriane Lopes. A obra custou R$ 32,4 milhões.

Ou seja, até onde deveria estar impecável, os campo-grandenses sofrem com a má qualidade do serviço. Sem contar a corrupção, escancarada na Operação Buraco Sem Fim, do Ministério Público Estadual, deflagrada no dia 12 de maio.

Fonte: ojacare.com.br/By Richelieu de Carlo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *