Superendividamento: Fórum dos Servidores e Junior Mochi cobram Governo por informações sobre dívida bilionária do funcionalismo de MS

Em articulação conjunta, parlamentar e entidades representativas questionam Secretaria de Administração por transparência para frear o superendividamento em Mato Grosso do Sul

O deputado estadual Junior Mochi (MDB) e o Fórum dos Servidores Públicos de MS questionam mais uma vez o Governo do Estado para buscar soluções a crise financeira que se encontra o funcionalismo público estadual. Em discurso na Assembleia Legislativa (ALEMS) nesta quarta-feira (6), Mochi reiterou a parceria com o Fórum para combater o superendividamento que já consome cerca de R$ 9 bilhões em dívidas bancárias da categoria.

O foco da parceria é obter dados técnicos da Secretaria de Estado de Administração (SAD) que permitam uma intervenção direta nas taxas de juros aplicadas aos empréstimos consignados. Segundo as entidades, a falta de transparência do Executivo é o principal entrave para que o grupo de trabalho consiga negociar alívio financeiro para os trabalhadores.

O parlamentar solicita que a Secretaria de Estado de Administração (SAD), agora sob a gestão de Roberto Gurgel de Oliveira Filho, forneça informações detalhadas sobre o superendividamento da categoria.

Segundo dados apresentados pelo deputado e pelas entidades representativas, o montante das dívidas dos servidores sul-mato-grossenses atinge a cifra alarmante de cerca de R$ 9 bilhões, valor que equivale a média de um ano inteiro de folhas de pagamento do Estado. A situação é descrita como insustentável, com registros de trabalhadores que possuem até 90% de sua renda líquida retida por instituições financeiras em empréstimos consignados.

“Estou fazendo novamente a solicitação para que o secretári preste as informações solicitadas, para que a gente possa estudar, junto ao Fórum dos Servidores, as alternativas para que possamos reduzir este problema, que é um problema crônico em Mato Grosso do Sul. Nós precisamos atuar nesse sentido juntos para que encontremos alternativas para minimizar o impacto aos servidores que devem hoje cerca de 90% do que recebem”, afirmou o deputado.

De acordo com o coordenador-geral do Fórum, Fabiano Reis, o trabalho conjunto é fundamental para unificar as categorias e pressionar por soluções concretas, como a portabilidade das dívidas para bancos com juros menores.

Crise

O diagnóstico técnico elaborado pelo Fórum, por meio do levantamento realizado pelo DIEESE-MS, revela um cenário alarmante . Enquanto o Governo do Estado promoveu renúncias fiscais na média de R$ 17,64 bilhões entre 2015 e 2025, o funcionalismo amarga uma perda salarial superior a 38%. Somente em 2026, o contraste ficou evidente com a sanção da Lei Estadual 6.562/2026, que impôs um reajuste de apenas 3,81%, enquanto o governo desonerava cerca de 80 decretos em 12 setores econômicos.

Fonte: Roberta Cáceres / Jornal Servidor Público MS

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