Em meio a risco de intervenção e boato de venda, Consórcio Guaicurus troca presidência
Frota de ônibus é velha e população reclama do péssimo serviço do consórcio (Foto: Arquivo)
Pressionados, diante do risco de intervenção no contrato do transporte coletivo de Campo Grande, o Consórcio Guaicurus trocou a presidência. O então diretor-presidente, Themis Oliveira, deixou o cargo no início de maio, após pouco mais de um ano. João Rezende retorna ao cargo interinamente.
A empresa não detalhou os motivos que levaram Themis, ex Águas Guariroba, a sair da presidência, citando apenas questões pessoais. Enquanto isso, crescem boatos de uma possível negociação de venda do Consórcio Guaicurus.
Correm informações de que uma empresa de Goiânia se reuniu com o marido de Adriane Lopes (PP), Lídio Lopes, para negociar a compra do Consórcio Guaicurus. Até o momento as informações sobre a venda não foram confirmadas.
Fato é que a empresa que detém a concessão de ônibus da Capital há mais de uma década, prestando péssimo serviço, está cada vez mais pressionada. Recentemente, o Tribunal de Justiça negou, por unanimidade, pedido do Consórcio Guaicurus para suspender a intervenção no transporte público de Campo Grande.
Pouco antes da decisão, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul se manifestou favorável a intervenção, alegando que a Justiça agiu corretamente ao mandar iniciar o processo que pode levar à intervenção a uma possível quebra do contrato de concessão.
Prefeitura quer mais prazo
Em março de 2026, a prefeitura de Campo Grande, atendendo a liminar da Justiça, a prefeitura criou uma comissão especial para apurar se o Consórcio Guaicurus deixa de cumprir com o contrato de concessão do transporte público de Campo Grande. O prazo inicial era de emitir parecer em 60 dias, mas nos autos, a prefeitura pediu dilação do prazo por mais 60 dias.
Por sua vez, a Agereg (Agência Municipal de Regulação) tenta impugnar a ação Civil Pública e as alegações de omissão por parte do órgão. A Agetran segue na mesma linha, e justifica que realizou 21,9 mil infrações contra o Consórcio Guaicurus, entre 2021 e 2025.
O juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, deve proferir decisão sobre os pedidos nos próximos dias.
Fonte: ojacare.com.br/By Priscilla Peres