Liga Unificada de Clubes: CBF tenta unificar o futebol brasileiro em 2027

Samir Xaud, presidente da CBF/Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Proposta prevê que os clubes tenham o poder final nas decisões estratégicas da liga

O tema que está dominando os bastidores do futebol brasileiro neste momento é a criação da Liga Unificada de Clubes.A CBF reuniu recentemente representantes de 40 clubes das Séries A e B e apresentou uma proposta inicial bem concreta.

O cronograma é ambicioso: coleta de sugestões dos clubes até julho, ajustes finais em agosto e setembro, e a aprovação do estatuto prevista para o fim de 2026. A ideia é que as primeiras melhorias no produto Brasileirão comecem a valer já a partir da temporada de 2027.

proposta prevê que os clubes tenham o poder final nas decisões estratégicas da liga. No entanto, a CBF não quer ficar de fora: pretende atuar como mediadora e continuar responsável pela organização do futebol nacional como um todo.

Ou seja, diferentemente da Premier League inglesa, a liga brasileira não seria totalmente independente da CBF.A divisão das receitas de televisão — um dos pontos mais sensíveis — ficou para depois.Os contratos atuais vão até 2029, e as novas negociações só devem começar a valer a partir de 2030.

Entre os pontos destacados pela CBF estão:

  • Redução de jogos com início à noite (melhorando a experiência do torcedor);
  • Aumento do tempo efetivo de bola rolando;
  • Investimentos em modernização de estádios;
  • Fortalecimento do marketing do Brasileirão;
  • Medidas para retenção de talentos no Brasil.

Um passo importante após anos de impasse.Depois de anos de divisão entre Libra e Forte Futebol, essa é a primeira vez que os clubes demonstram disposição real para avançar em uma solução unificada.

A verdade é que, sozinhos, os clubes nunca conseguiram se organizar. Agora, com a CBF assumindo um papel mais ativo de liderança e mediação, o processo ganha novo fôlego.

Conversei com consultores do mercado de esporte e as visões são diferentes: Um deles percebe desconforto em parte dos clubes, que ainda defendem uma liga totalmente independente e temem que a CBF continue exercendo poder excessivo.

Outro especialista acredita que a entidade, após anos de impasse, resolveu tomar as rédeas do processo tanto para melhorar a imagem do futebol brasileiro quanto para garantir seu próprio espaço institucional.

Os próximos meses serão decisivos. Resta saber se esse projeto da Liga Unificada vai realmente sair do papel ou se ficará apenas no campo das boas intenções e dos discursos.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

Fonte: jovempan.com.br/Por Wanderley Nogueira

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