Trump nomeia secretário de extrema direita para supervisionar o Brasil
A revelação coloca mais uma polêmica na bagagem de Lula, que pretende viajar aos EUA em março e encontrar o presidente norte-americano/Foto: Reprodução/Departamento de Estado dos EUA
O secretário de Estado adjunto interino para Assuntos Educacionais e Culturais dos Estados Unidos, Darren Beattie, crítico ferrenho do atual governo brasileiro, foi nomeado pelo presidente Donald Trump a um cargo de consultor sênior para supervisionar o Brasil.
A informação é da agência de notícias Reuters, que ouviu fontes e teria confirmado o relato com um alto funcionário do Departamento de Estado, que afirmou: “Beattie atualmente atua como conselheiro sênior para políticas sobre o Brasil”.
Segundo a agência, a nomeação sugere que as relações entre as duas maiores democracias do Hemisfério Ocidental permaneçam delicadas, apesar de uma recente reaproximação, e que os EUA têm foco no Brasil daqui para a frente.
“Washington não abandonou suas preocupações com a liberdade de expressão no Brasil, nem fez as pazes completamente com o governo de esquerda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, diz a agência.
A revelação sobre a nomeação do novo “supervisor norte-americano do Brasil” coloca mais uma polêmica na bagagem do presidente Lula, que pretende viajar aos EUA em março e encontrar Trump.
O Ministério das Relações Exteriores brasileiro não respondeu imediatamente a um pedido de resposta da Reuters. O Metrópoles entrou em contato e aguarda retorno do Itamaraty e da Presidência da República.
Histórico de polêmicas
Beattie foi demitido do cargo de redator de discursos da Casa Branca, em 2018, por falar em um evento frequentado por nacionalistas brancos. Também foi acusado de racismo e sexismo por afirmar nas redes sociais que “homens brancos competentes devem estar no comando, se você quiser que as coisas funcionem”.
Com relação ao Brasil, em agosto do ano passado, Darren provocou um incidente diplomático após descrever o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como “o principal arquiteto do complexo de censura e perseguição dirigido contra [o ex-presidente brasileiro Jair] Bolsonaro”.
O comentário feito em uma rede social foi suficiente para que o Itamaraty convocasse o principal diplomata dos EUA em Brasília para maiores explicações.
Fonte: metropoles.com/Lorena Pacheco