“Se pudesse, passava a Petrobras para o Mourão administrar”, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo (10.out.2021) que, “se pudesse”, colocaria o vice-presidente Hamilton Mourão para “administrar a Petrobras”. O chefe do Executivo reclamou do preço dos combustíveis e da política de preços da estatal, que segue a lei de paridade com o mercado internacional.

O dólar está diretamente ligado ao preço do combustível por lei. Eu tenho que cumprir a lei. Eu não mando na Petrobras. Eu quero… Se eu pudesse eu passava a Petrobras para o Mourão administrar, ‘olha, se aumentar combustível quem manda é o Mourão’”, disse em conversa com jornalista no Guarujá (SP), onde passa o feriado prolongado.

Bolsonaro afirmou que é sua responsabilidade indicar o presidente da petrolífera, mas que não pode “segurar preços de combustíveis”. Em fevereiro, ele indicou o general Joaquim Silva e Luna para o comando da petroleira.

Eu indico o presidente [da Petrobras], mas eu não posso segurar preços de combustíveis. Ou melhor, o presidente não pode segurar. Ele responde civil e criminalmente”, disse.

Para Bolsonaro, a lei de paridade com o mercado internacional não é uma medida necessária. Ele afirmou que o preço dos combustíveis está alto e que, mesmo o Brasil sendo produtor de petróleo, isso não altera os preços no país.

Está caro o combustível, ainda mais em um país que produz mais de 3 milhões de barris de petróleo [por dia], mas a legislação fala na paridade do preço lá de fora. Não precisava ser assim. Não temos um fundo compensador para a variante do preço do combustível e todo mundo paga essa conta. Eu não posso rasgar contratos”, declarou.

No Congresso, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), quer colocar em votação um projeto para alterar o valor sobre o qual é calculado o ICMS sobre os combustíveis. A proposta atende a um pedido de Bolsonaro, mas o presidente indicou que uma mudança no imposto estadual pode não ter sucesso.

O Arthur Lira está nos ajudando, tem um projeto nesse sentido para regulamentar uma emenda constitucional de 2001. Parece que não teremos sucesso”, disse Bolsonaro.

COP 26

Bolsonaro também foi perguntado sobre não ter colocado Mourão na chefia da delegação brasileira que vai para a Cúpula do Clima (COP 26) das Nações Unidas, em Glasgow, na Escócia.

O presidente sou eu, simples. Quando ele [Mourão] for presidente, daí ele vai pra lá. Eu não abro mão da minha responsabilidade”, afirmou. Bolsonaro disse em seguida que na Assembleia Geral das Nações Unidas não fez um discurso de “subserviência”.

Gostou do meu discurso na ONU? Falei em tratamento inicial, falei da autonomia médica. Fazer discurso brocha, como sempre fizeram? De subserviência? Percebeu que eles querem a Amazônia?”, disse.

Fonte: Poder360

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