Policiais civis arriscam suas vidas, porém, ainda não têm o devido reconhecimento do Estado

Todos os dias policiais civis de Mato Grosso do Sul, Estado líder em resolutividade de crimes do País, se colocam a postos para defender a sociedade e atuar contra organizações criminosas, enfrentando traficantes, abusadores, defendendo a saúde pública, o patrimônio, a vida. Colocam-se em risco diário em jornadas extenuantes, cumprindo à risca o lema “Servir e Proteger”, sem, porém, ter a justa contrapartida do Estado, que é a valorização da carreira. Há seis anos sequer a reposição da inflação é feita. 

“Temos um quadro extremamente comprometido com a segurança pública e isso reflete-se diretamente na qualidade de vida das pessoas, mas o policial vê a sua própria condição financeira se deteriorar”, observa o presidente do Sinpol MS, Giancarlo Miranda. Exemplar, a atuação da Polícia Civil de MS se dá em várias frentes de combate ao crime e elencamos algumas delas que ocorreram nos últimos anos. Na última semana, por meio do Departamento de Polícia do Interior – DPI, operação desencadeada para prevenir e combater a violência contra as mulheres, cumpriu, em quatro dias, 114 mandados de prisão de autores de violência doméstica e ainda de outros crimes.

Ainda neste mês de maio, a Operação Araceli, em Campo Grande, resultou na prisão de 30 condenados por crimes praticados contra crianças e adolescentes, a maioria por abuso e exploração sexual.

As ações da PC também resguardam a saúde pública, como por exemplo, a Operação Minotauro que, em fevereiro deste ano apreendeu, em Miranda, mais de uma tonelada de carne imprópria para consumo. E protegem o patrimônio com operações como a “Campo Limpo”, que envolveu 12 Delegacias Regionais que compõem o DPI para cumprir  mandados judiciais de busca e apreensão, barreiras, fiscalização sanitária e outras ações visando o combate ao crime de abigeato em todo o Estado.

O combate a associações criminosas é outro ponto forte de atuação. Já no início deste ano, em janeiro, policiais civis do Setor de Investigações Gerais da Delegacia de Ponta Porã e do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Sequestro) fecharam o cerco a um QG do PCC na fronteira com o Paraguai e oito membros da facção foram mortos.

No âmbito da operação Hórus, toneladas de drogas vêm sendo apreendidas em todas as regiões do Estado.  Notável por sua forte repercussão e capilaridade, a Omertá, iniciada no ano de 2018, foi desdobrada em três fases e já implicou mais de cem pessoas envolvidas em crimes que vão de pistolagem à exploração ilegal de jogos de azar. Em 2020, a Operação “Arithmoi” desbaratou a “Máfia do Cigarro” e integrou a quarta fase da Operação Nepsis, em parceria com a Polícia Federal, atuando na região de fronteira. Ainda no mesmo ano, a Operação Cavok, da Deco (Delegacia de Combate ao Crime Organizado), em parceria com a PF e apoio da Saeg (Serviço Aéreo do Estado de Goiás), apreendeu 23 aeronaves de traficantes na fronteira com o Paraguai.

Somente uma amostra do amplo leque de atuação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul que eleva o Estado ao patamar de um dos que oferecem melhores condições de vida à população. “Entendemos que o contexto da pandemia impõe dificuldades a todos, mas policiais civis amargam há anos a falta de reposicionamento salarial e justamente neste momento, em que o aprofundamento dos problemas econômicos/sociais reflete também na segurança pública. É necessário reparar essa condição para que policial esteja minimamente estimulado e possa fazer frente ao considerável aumento do custo de vida” afirma o vice-presidente do Sinpol MS, Pablo Rodrigo Pael. “O Governo do Estado de MS aponta para uma possível reestruturação da carreira da Polícia Civil, o que amenizaria os impactos financeiros negativos impostos a categoria no decorrer de vários anos. Esta seria uma ação muito bem-vinda, esperada por profissionais dedicados e que fazem da PC MS uma das melhores polícias do País. O Sinpol acredita que o Governo do Estado deva se solidarizar com os Policiais Civis e que devemos avançar em nossa valorização”, afirma.

Fonte: Sinpol-MS

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