Julho das Pretas: Campanha dá visibilidade às mulheres negras e ao enfrentamento do racismo

25 de julho é um marco histórico da luta e da resistência da mulher negra, já que nesta data comemoramos o Dia Internacional da Mulher Negra Afro Latina-Americana e Caribenha; Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra; e Dia Estadual das Mulheres Negras em Mato Grosso do Sul.

Em alusão a este dia, o Governo do Estado realiza, pelo terceiro ano, o Julho das Pretas, uma campanha dedicada especialmente às mulheres negras e à visibilidade das lutas por direitos socioeconômicos, cultural, político e ambiental.

A subsecretária de Estado de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial, Ana José Alves, explica que assim como os outros meses também receberam cores como mês rosa, azul, amarelo, foi criado o Julho das Pretas.

“Vivemos no Brasil com uma sociedade composta por pluralidade cultural, para isso é fundamental as campanhas que tem por objetivo ser educativo e alertar o respeito pelas diferenças. Não queremos que nos tolerem, exigimos respeito e dignidade”, salientou.

Ainda de acordo com a titular da Subsecretaria Racial, as lutas das mulheres negras da América do Sul/Latina perpassam por direitos iguais e equidade, por conta das condições de desigualdades sociais, racismo, preconceito, discriminação e demais formas correlatas de desrespeito.

“Nós queremos um Mato Grosso do Sul sem racismo e a campanha Julho das Pretas vem para falar sobre o fim das violências, preconceitos e discriminações que as mulheres e meninas negras sofrem. Precisamos debater a superação das desigualdades de gênero e raça todos os dias, mas temos um mês específico para chamar a atenção da sociedade e da mídia, com foco na questão racial.”

Além destas pautas, a pandemia de Covid-19 também chamou atenção para outras situações agravantes como: políticas públicas da educação, saúde, trabalho e renda, segurança pública, saneamento básico, assistência social e cultura.

“Em Mato Grosso do Sul, a somos uma população negra (pretos e partos) aproximada de 49%, segundo censo do IBGE de 2010. Ainda que pese alguns avanços, as mulheres negras se encontram na base da pirâmide social, ou seja, na invisibilidade. As nossas lutas do cotidiano são por direitos iguais e equidade, sem nenhuma forma de violência e violações aos direitos humanos ”, afirma Ana.

Para acompanhar toda a programação da 3ª edição da Campanha Julho das Pretas, basta acessar o Facebook e Instagram da SubsRacial. “Nos acompanhe, visite e compartilhe os eventos: saudando a trajetória com as pretas velhas; dica preta: filmes, documentários, vídeos e curtas, escritoras negras; todo esse prospecto acontece como resultado de pesquisas para enaltecer o protagonismo, reconhecimento, valorização e pertencimento da cultura negra.  Viva nossa ANCESTRALIDADE UBUNTUAXE!”, finalizou Ana José.

Fonte: Portal do Servidor

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