Inflação pelo IGP-10 sobe 1,79% em janeiro e acumula alta de 17,8%

A inflação pelo IGP-10 (Índice Geral de Preços–10), utilizado para os reajustes de tarifas públicas e nos contratos de aluguel, teve alta de 1,79% em janeiro. Com o resultado, a inflação medida pelo IGP-10 acumula alta de 17,82% nos últimos 12 meses.

Com o resultado, a inflação medida pelo IGP-10 acumula alta de 17,82% nos últimos 12 meses.

Os dados são da FGV (Fundação Getúlio Vargas), que publicou um novo relatório nesta 2ª feira (17.jan.2022). Eis a íntegra do IGP-10 de janeiro (572 KB).

O motivo para a alta em janeiro foi a mudança do cenário em relação a dezembro, quando o índice caiu 0,14%. Se antes, o preço do minério de ferro estava em queda, assim como o da soja, agora, as commodities se recuperaram.

“As acelerações observados nos preços do minério de ferro (de -19,28% para 24,56%) e da soja (de -3,41% para 2,92%), itens de maior peso no índice ao produtor, orientaram o avanço da taxa do IPA, índice com maior influência sobre o IGP-10”, avalia André Braz, coordenador dos Índices de Preços da FGV.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) é um dos 3 índices usados para calcular a inflação pelo IGP-10. Com a mudança no minério de ferro e na soja, os preços para o produtor tiveram alta de 2,27% em janeiro — em dezembro de 2021, havia registrado queda de 0,51%.

Por outro lado, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) variou 0,40% neste mês. Antes, tinha apresentado alta de 1,08%.

O freio na inflação dos consumidores foi impulsionado com a queda do preço da gasolina. O combustível saiu de uma alta de 5,50% em dezembro para queda de 1,51% em janeiro.

Durante 8 semanas, o preço do combustível apresentou queda em todo o Brasil. Mas o último levantamento semanal da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) divulgado na 6ª feira (14.jan), mostrou que a gasolina voltou a ter alta nos postos.

O preço dos combustíveis foi um dos maiores impulsionadores da inflação oficial brasileira em 2021. O IPCA(Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulou alta de 10,06% no ano passado. Só a gasolina subiu 47,49%.

Seguindo o ritmo do IPC, o 3º e último índice do IGP-10 também apresentou uma variação menor em janeiro do que no mês anterior. O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) variou 0,50%, ante 0,54% em dezembro.

Materiais e equipamentos teve alta de 0,91% ante 0,81% no mês anterior. Serviços também acelerou, saindo de 0,61% para 0,97%. Já a mão de obra desacelerou de 0,28% para 0,05%.

Fonte: Poder360

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