#ACP04AGO – Em um dia que marca a luta da categoria, ACP lançou campanha de combate à violência contra professores

Agosto é um mês marcado pela memória de resistência dos profissionais da educação pública da capital, contra a violência e em defesa do Piso 20h.

A ação realizada todos os anos, desde 2016, no dia 04 de agosto, para relembrar os desafios da greve dos professores da REME (Rede Municipal de Ensino) de Campo Grande em 2015, resgata a importância de se combater a violência de todas as maneiras, especialmente a realizada de forma institucional contra profissionais da educação.

“Neste ano, estamos vivendo um momento extremamente novo, estressante e que expõe ainda mais os trabalhadores e trabalhadoras da educação às violências institucionalizadas. Por isso, a ACP decidiu reforçar a memória de luta da categoria em defesa da educação, dos direitos e contra a violência”, explica a vice-presidente da ACP, professora Zélia Aguiar.

A violência psicológica, física e material promovida ou tentada pelo Estado contra os profissionais da educação se agrava em tempos de pandemia, quando os educadores e educadoras estão sobrecarregados com as aulas remotas, sofrendo constante ameaça em perder direitos e empregos, como a iminência de destruição do Piso Salarial, além do risco às vidas na indefinição de uma política eficiente de combate ao novo coronavírus. O assédio moral também se apresenta na forma de perseguição, prática que tem se intensificado com o governo Bolsonaro.

Histórico da Data

Em 04 de agosto de 2015, durante greve histórica da REME, professores(as) foram agredidos(as), dentro da Câmara Municipal de Vereadores de Campo Grande. Naquele dia que nunca acabou na memória dos educadores e educadoras da capital, uma assembleia geral realizada na ACP definiu que essa data deveria ser lembrada, todos os anos, com eventos sindicais, culturais, educacionais ou esportivos.

Em 2018, a Noite Cultural da ACP foi estabelecida como o evento oficial em memória ao dia 04 de agosto, por valorizar a educação e a arte como forma de resistência e enfrentamento de todas as violências. No entanto, excepcionalmente em 2020, devido à pandemia do novo coronavírus, o evento não será realizado para evitar aglomerações.

Fonte: Jornal do Servidor

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