ACP na luta: Aulas presenciais e processo seletivo são pautas do sindicato neste início de segundo semestre

A diretoria da ACP está em ação nesta primeira semana de retorno das aulas presenciais na REME. Durante o período de férias, o sindicato insistiu com a Secretaria Municipal de Educação (Semed) para que o retorno das aulas presenciais fosse prorrogado por mais uma semana, no entanto a decisão da Semed foi manter o planejamento inicial, com aulas presenciais a partir desta segunda-feira (26).

Com o recomeço do segundo semestre em sala de aula, o sindicato está visitando as unidades escolares, ao longo da semana, para verificar as condições das escolas, acompanhando e apoiando os profissionais da educação e toda a comunidade escolar.

Na manhã desta quarta-feira (28), a diretoria esteve reunida com equipe da Semed para tratar do retorno às aulas presenciais e o processo seletivo para professores temporários no ano de 2022.

Processo Seletivo

Na reunião desta quarta-feira, o sindicato voltou a cobrar da Semed respostas às demandas para a elaboração do edital do processo seletivo 2022. A diretoria da ACP reforçou a defesa para que o processo seja transparente, que aconteça ainda em 2021 e o edital seja publicado com antecedência mínima de 60 dias, para que os professores possam se organizar.

“Quanto ao processo seletivo, estamos em conversa com a Semed para a elaboração deste edital. Nós solicitamos que seja classificatório, o mais inclusivo possível, com gratuidade nas inscrições e que o edital seja publicado com antecedência que permita aos professores se prepararem para participar”, ressalta a vice-presidente da ACP, professora Zélia Aguiar.

Aulas presenciais

A diretoria da ACP iniciou a reunião falando sobre as denúncias que tem recebido quanto às condições das escolas e as dúvidas de trabalhadores de educação sobre o retorno e as medidas de biossegurança.

A ACP solicitou novamente que a Semed dê todas as condições necessárias para garantir a segurança da comunidade escolar como o fornecimento de EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual) e adequação das escolas, respeito à carga horária dos professores e as condições pedagógicas adequadas para que desenvolvam suas atividades no novo formato de educação presencial escalonada.

“Nas visitas às escolas, nós estamos dialogando com os profissionais da educação, alunos, toda a comunidade. Aos educadores de modo geral, a orientação do sindicato é que, em caso de sua escola não estar cumprindo as medidas de biossegurança, solicitar à direção escolar que atenda as demandas localmente ou repasse à Semed. Se ainda persistirem os problemas, o sindicato está à disposição para dialogar com gestores escolares e secretaria de educação”, explica o presidente da ACP, professor Lucílio Nobre.

Para enviar denúncias, reclamações ou sugestões a ACP disponibiliza aos professores e professoras, o e-mail da ACP secretaria@acpms.com.br.

Participaram da reunião, a secretária municipal de Educação, professora Elza Fernandes, a secretária adjunta, professora Soraia Campos, o superintendente de políticas educacionais, professor Waldir Leonel, a superintendente de gestão, professora Alélis de Oliveira. Representaram o sindicato, o presidente, professor Lucílio Nobre, a vice-presidente, professora Zélia Aguiar, os diretores, Gilvano Bronzoni e Weld de Carlos.

Com o retorno das aulas presenciais na Rede Estadual de Ensino, a partir do dia 02 de agosto, o sindicato vai intensificar as visitas às escolas estaduais, na próxima semana.

“Nós estamos priorizando as escolas municipais nesta semana, mas já visitamos também algumas unidades da rede estadual. Esse é o papel do sindicato neste momento: cobrar as entidades mantenedoras e apoiar o trabalho de educadores e educadoras”, detalha Lucílio.

Luta da ACP na pandemia

Desde o início da pandemia, a ACP lutou para que os professores e professoras permanecem em aulas remotas, assegurando assim a continuidade da educação de maneira segura para trabalhadores e estudantes. O sindicato defendeu insistentemente que a ciência fosse respeitada e que os trabalhadores da educação fossem incluídos nos grupos prioritários para a vacinação contra a Covid-19.

Com a luta da ACP, as aulas continuaram remotas em 2021, mesmo com a SED insistindo em promover um retorno presencial em março deste ano, quando ainda não havia vacinação dos trabalhadores, o que acabou sendo revisto, após os protestos da ACP e Fetems, uma vez que o estado enfrentava um grande aumento nos casos e mortes naquele período.

Com a cobrança da ACP, a prefeitura de Campo Grande iniciou a vacinação dos trabalhadores da educação no dia 30 de abril e atualmente, a a maioria da categoria já foi imunizada contra a Covid19.

A ACP segue defendo a celeridade na imunização da categoria, a ampliação da vacinação de toda a população, o trabalho remoto para educadores que não estejam imunizados e para as gestantes, conforme prevê lei federal n. 14.151/2021, além de que os alunos que tenham comorbidades ou condições que não lhes garantam segurança nas aulas presenciais tenham o direito de permanecer em aulas remotas.

Com o retorno das atividades presenciais, a ACP também cobra que o professor cumpra sua jornada de trabalho, integralmente em formato presencial.

“A nossa luta sindical foi fundamental para garantirmos a proteção da vida de trabalhadores, estudantes e toda a comunidade escolar. Se não fossem as nossas cobranças, defesa da ciência e da vida, as aulas já teriam sido retomadas há um tempo, sem considerar a vacinação dos trabalhadores da educação, colocando em risco a vida de milhares de campo-grandenses, sejam profissionais da educação, estudantes ou familiares. Seguiremos cobrando a vacina para todos e todas”, conclui Nobre.

Veja a seguir a atuação do sindicato neste retorno das aulas presenciais

Fonte: ACP-MS

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