Encontro Anual de Representantes Sindicais reforça a organização da ACP na resistência em defesa dos direitos

ACP realizou na quinta-feira (28), no Centro de Formação e Clube de Campo, o Encontro Anual de Representantes Sindicais. Um dia de planejamento das ações do sindicato e formação para mais de 200 representantes sindicais.

A abertura contou com a participação do presidente, professor Lucílio Nobre, da vice-presidente, professora Zélia dos Santos Aguiar, do secretário de Formação Sindical, professor Gilvano Kunzler Bronzoni, e da vice-presidente da Fetems, professora Sueli Veiga.

“O Encontro é momento fundamental para fortalecermos a nossa categoria e, principalmente, organizar a luta sob a ótica da defesa da classe trabalhadora e da educação. A nefasta Reforma da Previdência está aí, assombrando nosso país, com uma proposta de empobrecimento em massa de idosos, mulheres, toda a população que trabalha e produz a riqueza desse país. Conhecer o cenário, entender a gravidade da situação e dialogar com a população é tarefa urgente do sindicato e dos trabalhadores em educação”, explica o presidente, Lucílio Nobre.

A vice-presidente destacou a importância dos trabalhadores em educação assumirem a posição de defesa da democracia e dos direitos. “Estamos vivendo um tempo assombroso para a educação. Basta observar a inércia e o desmonte no MEC. A falta de prioridade e política pública do Ministério, nos levará, em breve tempo, ao caos na educação. Precisamos resistir e cobrar. Da mesma maneira, é inadmissível para nós, professores e professoras, aceitarmos a louvação e apologia à ditadura, tortura, falta de liberdade. Nossa obrigação profissional é repudiar essas atrocidades e informar a comunidade escolar sobre os horrores de nossa história, convocando a população a defender nossos direitos como trabalhadores e trabalhadoras brasileiros”, convoca professora Zélia.

Nas palestras, as advogadas especialistas em Direito Previdenciário, integrantes do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), Priscila Arraes e Carolina Centeno, apresentaram as principais e mais prejudiciais mudanças previstas na Reforma de Previdência. À tarde, o professor de Políticas Públicas da Faculdade de Educação da UERJ, Hélder Molina, ministrou a palestra sobre “A luta dos Profissionais da Educação e atuação dos sindicatos, na atual conjuntura nacional”.

“O Brasil não é um país pobre. É um país desigual. A monstruosa Reforma da Previdência que o governo Bolsonaro quer nos impor, vai ampliar ainda mais essa desigualdade e devolver os pobres brasileiros à escravidão. Isso tem de ser explicado, debatido com a sociedade. É papel dos professores e professoras fazerem essa discussão. Paulo Freire nos ensina: ninguém desoprime ninguém e ninguém se desoprime sozinho. Romper com a opressão é um fazer coletivo”, reforçou, o Prof. Dr. Helder Molina, no Encontro Anual de Representantes Sindicais.