Nota em defesa dos profissionais e o uso das tecnologias na Educação Pública

O Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública – ACP manifesta preocupação com a retirada dos professores que cumpriam função de coordenadores e gerenciadores das salas de tecnologias educacionais das escolas estaduais e municipais.

Na Rede Estadual, a mudança começou a ser implementada no início do ano letivo de 2019 e até o momento, ainda não funciona em plenitude. A alteração promovida pela Semed, neste fim de semestre, provoca apreensão na comunidade escolar, com a perspectiva de interrupção da política pedagógica no uso das tecnologias educacionais.

Diante do cenário, a ACP reforça sua posição em defesa da qualidade da Educação Pública em Campo Grande e no Estado do Mato Grosso do Sul.

A valorização dos servidores do magistério, bem como a manutenção de políticas públicas que favoreçam o desenvolvimento das atividades pedagógicas, com foco na qualidade do ensino e na autonomia dos alunos, são posturas fundamentais dos gestores públicos, para garantir uma aprendizagem de qualidade aos nossos estudantes.

A descontinuidade de processos educacionais, sem o devido estudo de seus impactos na rotina escolar, deve ser evitada, sob pena de infligir prejuízo aos estudantes e ao trabalho dos docentes, que desenvolvem suas atividades, sempre baseados na formação acadêmica, no planejamento prévio e capacitação técnico-pedagógica.

O sindicato está sempre atento à defesa da carreira dos profissionais da educação, do concurso, do Piso 20h, da Gestão Democrática, formação continuada, aposentadoria e, ainda, da qualidade do ensino. No mesmo intuito, ACP defende o cumprimento integral das legislações vigentes, o respeito aos Planos de Cargos e Carreira e dos Estatutos do Magistério Municipal e Estadual – instrumentos fundamentais para o ordenamento e valorização da profissão, conquistados pela luta dos trabalhadores, ao longo dos anos.

A ACP fará estudo jurídico e formalizará um documento, que será entregue às secretárias Estadual e Municipal de Educação. O sindicato cobrará providências cabíveis das gestões, respeitando a legislação em vigor, para que os recursos investidos no uso das tecnologias educacionais, instrumento indispensável para a produção do conhecimento, sejam tratados com a devida importância.

ACP – 67 anos em defesa dos profissionais e da Educação Pública. Desde 1952, nossa luta não para!

Campo Grande-MS, 04 de junho de 2019.

A diretoria.

(Fonte: ACP)

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