Acidentes no trânsito deixaram 18,7 mil feridos em MS nos últimos dez anos

Internações na rede pública custaram R$ 26,8 milhões ao SUS

Acidentes de trânsito deixaram mais de 18.744 pessoas internadas nos últimos dez anos em Mato Grosso do Sul. Os feridos que precisaram de atendimento na rede pública custaram R$ 26,8 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS). Informações constam em levantamento divulgado hoje (23) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), com base em dados do Ministério da Saúde.

O levantamento aponta que o número de internações no SUS por acidentes nas ruas e estradas do Estado saltaram de 1.350 em 2009 para 3.180 em 2018, um aumento de 135,56% na quantidade de atendimentos do tipo.

Ano a ano, houve variação com aumento e queda nas internações na década. Em 2009, foram 1.350 casos, em 2010 foram registrados 1.910; 2011 teve 2.164 casos; 2012 foram 2.221; 2013 registrou 2.063; 2014 teve queda, com 1.880; 2015 houve 1.347; 2016 com 1.313; 2017 foram 1.346 e 2018 os 3.180, totalizando as 18.774 internações por conta dos acidentes de trânsito.

Com relação aos gastos federais com atendimentos por desastres nas ruas e estradas, foram gastos em média R$ 2 milhões anuais entre 2009 e 2017, porém, no ano passado, o gasto saltou para R$ 6,851 milhões no Estado.

Diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e integrante da Câmara Técnica do CFM, Antônio Meira, afirma que os acidentes já são considerados um dos principais problemas de saúde pública do país.

“Além de provocar sobrecarga no serviço com aumento da ocupação dos leitos hospitalares, causa um prejuízo irreparável quando ocorre uma morte ou uma pessoa fica incapacitada para suas atividades habituais, como também traz prejuízo enorme para a saúde pública”, disse à Agência Brasil.

Com relação à prevenção dos acidentes relacionados ao trânsito, Antônio Meira diz que grande parte deles são provocados por fatores passíveis de serem evitados – como desrespeito às leis de trânsito, dirigir sob efeito de álcool e drogas, excesso de velocidade e não usar equipamentos de segurança como cinto e capacete.

Em todo o Brasil, os acidentes deixaram mais de 1,6 milhão de brasileiros feridos na última década e representaram um custo de cerca de R$ 2,9 bilhões para o SUS.

Entre as vítimas graves do tráfego no período de 2009 a 2018, os dados apontam que 60% dos casos são de pessoas entre 15 e 39 anos. Os maiores de 60 anos representam 8,4% do total e a faixa etária até os 14 anos representa 8,2%. Os principais acidentados são os homens (80%).

(Fonte: Correio do Estado)

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