Depois de 5 meses preso, Puccinelli Júnior volta às aulas de Direito

Filho do ex-governador André Puccinelli foi preso junto com o pai em novembro passado

No início dessa semana, a reportagem do Campo Grande News encontrou Puccinelli no campus da Federal. Brevemente, o advogado respondeu que ainda não há data para o julgamento do recurso no STJ (Supremo Tribunal de Justiça) e desejou “bom trabalho para a equipe”.

Além do filho, André Puccinelli também foi preso em 20 de julho de 2018 – a primeira detenção dos dois ocorreu em novembro de 2017. Na ocasião mais recente, ambos foram levados para o Centro de Triagem, no Complexo Penal de Campo Grande, onde permaneceram até 19 de dezembro, quando a ministra Laurita Vaz, do STJ, autorizou a soltura.

Segundo o vice-presidente da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil seccional de Mato Grosso do Sul), Gervásio Alves de Oliveira Junior, há um procedimento aberto contra Puccinelli Junior e João Paulo Calves, sócio do filho do ex-governador no Instituto Ícone e também preso na Lama Asfáltica.

O processo, que corre em sigilo, pode resultar em advertência até exclusão da OAB, dependendo da gravidade e da conclusão da apuração interna. De um modo geral, acrescenta, é aplicada pena de suspensão do exercício da profissão de 30 dias a um ano.

João Paulo Calves também é professor na UFMS, onde passou em primeiro lugar no processo de professor substituto da Fadir (Faculdade de Direito). No quadro de disciplinas, o advogado aparece ministrando aulas de Prática Jurídica, enquanto o filho do ex-chefe do Executivo estadual ministra Direito Constitucional e Direitos Fundamentais. Concursado, Puccinelli Junior aparece no Portal da Transparência do governo federal recebendo salários de R$ 7.443,03, em média, desde agosto, enquando estava preso.

Relembre – A Lama Asfáltica investiga o uso do Instituto Ícone como suposto destino de recursos ilegais, provenientes de pagamentos de propina e desvios de verbas públicas, que seriam entregues para o ex-governador André Puccinelli. Registrado em nome do advogado João Paulo Calves, também preso na ação, mas solto em 23 de outubro passado, o Ícone pertenceria de fato a Puccinelli Junior.

 
(Fonte: Campo Grande News)

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