Detran-MS paga milhões a terceirizada enquanto órgão cai aos pedaços

A modernização do Detran de Mato Grosso do Sul é um grande tema da milionárias campanhas publicitárias do Governo do Estado. A questão é que essas propagandas escondem um problema antigo de falta de equipamentos e estrutura comprometida para realização dos serviços prestados.
Nesta semana, o Sindicato dos Servidores do Detran (Sindetran-MS) recebeu denuncias de péssimas estruturas nas agências do órgão, no interior e na capital. Em Jardim, a agência esta com todos os banheiros interditados, revelando um descaso não só com os usuários do órgão, mas principalmente com os servidores, que cumprem expediente sem condições mínimas de higiene. “Essa é a realidade do nosso órgão, que gasta milhões com empresas terceirizadas e não oferece um banheiro aos seus servidores”, afirma o presidente do Sindetran, Octacílio Sakai Junior.
Em Tacuru, a falta de estrutura impede até mesmo a realização de serviços inerentes ao órgão. “O setor de vistoria é o que mais sofre. Nossos servidores não possuem equipamentos básicos de segurança, equipamentos para realizar o serviço, nem estrutura digna para trabalhar, enquanto se gasta milhões com empresas terceirizadas. Esse é o mais evidente sucateamento do órgão”, enfatiza Sakai.
Os problemas não ocorrem somente no interior. Em Campo Grande, a agência do prático Guaicurus possui infiltração e péssimas condições estruturais. “É muito importante para o público, que o Detran tenha vários postos de atendimento, que agilizam os serviços. Porém temos que ficar de olho nos gastos com agências de shoppings, em que o governo paga aluguéis altos, deixando outras agências caindo aos pedaços”, completa Sakai.
O Sindetran-MS vai encaminhar um ofício à diretoria do Detran pedindo explicação e providências quanto a estrutura e falta de equipamentos , no interior e na capital. O Sindicato também está disponibilizando um canal de denúncia para os servidores. As denuncias podem ser enviadas anonimamente no portal do Sindetran-MS (http://www.sindetran.org.br/).

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